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sexta-feira, 1 de abril de 2011

INDIVÍDUO x ORGANIZAÇÃO

Este indivíduo ao ingressarem nas organizações, perseguem objetivos individuais diferentes daqueles que formaram originados nas organizações. Isto faz com que gradativamente os objetivos organizacionais se distanciem dos objetivos individuais dos novos participantes.

            É confirmar todo um processo que envolve os fatores primordiais do processo indivíduo x organização.

            Objetivando o trabalho, trás como instrumento intermediário e de aplicabilidade dentro do indivíduo x organização um ponto concreto a ser usado e confirmado dentro da interação.

            A relação do indivíduo não basta, conhecer as técnicas de planejamento, de estruturação e outros assuntos relativos à organização do trabalho. É preciso, concomitantemente entender as pessoas, não só como “indivíduo” que são, mas também como grupo, já que, afinal, o trabalho é levado à efeito coletivamente e socialmente.

            Todavia essa ponte necessita de pilares sólidos em ambas as margens, para que possamos alcançar nossos objetivos sobre os níveis que dividem as organizações.

O INDIVÍDUO : Homem é um animal social porque se caracteriza por uma irreprimível tendência à vida em sociedade e tem participações multigrupais. Vive em organizações, em ambientes cada vez mais complexos e dinâmicos.

            A viabilidade humana é enorme, cada pessoa é um fenômeno multidimensional, sujeito as influências de uma enormidade de variedades.

            As diferenças fazem com que cada pessoa tenha as suas próprias características de personalidade, suas aspirações, seus valores, suas atitudes, suas motivações, suas aptidões.

            Ao considerar o homem como um ser de relações sociais, tem-se que focalizar os aspectos facilitadores e os impeditivos (barreiras, bloqueios, omissões), tanto em termos pessoais como grupais, presentes nas interações sociais, que caracterizam o processo de socialização a que o mesmo foi submetido.

            O processo de socialização tende a direcionar a vontade e os valores intrínsecos do indivíduo, que desde sua infância incorpora normas e valores vigentes na família, em seus pares, na sociedade, enfim, ego-defensivas, expressão de valores, de controle e apropriando-se dos fatores condicionantes de uma sociedade. Temos, então, a formação do caráter do indivíduo, constituído por valores circulantes na sociedade, o que possibilita ao homem sua auto-afirmação e a formação de sua individualidade. Estes valores não são incorporados em sua totalidade pelo indivíduo; ele o faz segundo critérios preestabelecidos pelo grupo social, representando-os a partir da apreensão de elementos abstraídos da realidade, relacionados à experiência direta, aos objetos (estímulos), às instituições e ao processo de comunicação social. Pensemos num profissional especializado que durante vários anos mantém contatos sistemáticos com seu chefe, seus colegas e com outros funcionários. Cônscio de suas responsabilidades, esse elemento, em determinado período, consegue desenvolver-se, atingindo uma posição de encarregado de setor. Ao perguntarmos a ele qual o significado que atribui ao trabalho que realiza, poderemos identificar em sua fala concepções valorativas que provavelmente incluirão aspectos apreendidos a partir de sua vivência neste segmento, e os valores identificados pelo grupo social ali presente, ou seja, uma valorização do trabalho realizado e, ao tempo, consequente reivindicações de acordo com a categoria à qual pertence.

            A partir desta situação, as relações estabelecidas no ambiente de trabalho tendem a estar associadas à experiência de vida; isto nos leva a crer que a conduta é caracterizada por um conjunto de condicionamentos e aprendizados que afetam sistematicamente as interações sociais e profissionais, mantidas no contexto de trabalho. Pode-se inferir daí que os indivíduos, ao se relacionarem com diversos ambientes, o fazem segundo parâmetros preestabelecidos, na tentativa de delinearem condutas que, muitas vezes, são reflexos de suas interações familiares e demais experiências sociais. Ao mesmo tempo, ao estabelecerem relações com o ambiente de trabalho, projetam expectativas e valores oriundos de suas classes sociais, sendo altamente influenciados por tais determinantes. Assim, o operário, o auxiliar de escritório, o chefe, o supervisor, o diretor são representantes de diferentes categorias sociais, evidenciando-se características específicas das classes sociais e categorias profissionais a que pertencem.

            Do exposto conclui-se que os condicionamentos e experiências sociais e profissionais determinam sobremaneira o comportamento assumido pelo indivíduo no contexto sócio-profissional. Determinadas categorias profissionais possuem efetivas com os impactos gerados pela estrutura hierárquica, o que lhes assegura status e poder reconhecidos.

            O Campo e a Abordagem Antropológicos » O homem nunca parou de interrogar-se sobre si mesmo. Em todas as sociedades existiram homens que observavam homens. A reflexão do homem sobre o homem e sua sociedade, e a elaboração de um saber são, portanto, tão antigos quanto a humanidade.

Isso constitui um evento considerável na história do pensamento do homem sobre o homem. Um evento do qual talvez ainda hoje não estejamos medindo todas as conseqüências. Esse pensamento tinha sido até então mitológico, artístico, teológico, filosófico, mas nunca científico no que dizia respeito ao homem em si. Finalmente, a antropologia, ou mais precisamente, o projeto antropológico que se esboça nessa época muito tardia na História – não podia existir o conceito de homem enquanto regiões da humanidade permaneciam inexploradas.

A antropologia não é apenas o estudo de tudo que compõe uma sociedade. Ela é o estudo de todas as sociedades humanas (a nossa inclusive), ou seja, das culturas da humanidade como um todo em suas diversidades históricas e geográficas.

A ORGANIZAÇÃO: O ser humano é social e interativo. Os mesmos cooperam uns com os outros devido suas limitações, formando uma organização. Para alcançar seus objetivos. A organização é um sistema de atividades conscientes. Coordenadas de duas ou mais pessoas. A cooperação entre elas é essencial para a existência da organização.

            As organizações existem para cumprir objetivos que os indivíduos isoladamente não podem alcançar em face das suas limitações individuais.

            As organizações como sistemas sociais se caracteriza por ser uma sociedade composta de organizações. O homem moderno passar a maior parte do tempo dentro das organizações. Numa organização nunca constitui uma organização pronta e acabada, mas, uma organização social viva e sujeita a mudanças.

            As necessidades para o indivíduo se integrar na organização, ou seja o meio social é uma das instituições mais importantes na vida de um ser humano, cada indivíduo diferem relativamente as várias necessidades.

            A relação entre o indivíduo versos a organização, está sujeita a constantes mudanças, antigamente não havia necessidade de dizer a um homem o que fazer, ele já sabia, pois era só seguir os padrões  estabelecidos pelos seus ancestrais, e hoje o indivíduo é regido por regras estabelecidas pelos seus patrões, normalmente as pessoas resistem à mudanças, consequentemente os problemas de motivar as pessoas a trabalharem em grupos tornaram-se mais complexos.

            O ser humano sente a necessidade de se relacionar com o mundo de se sentir aceito pela sua família e em seu mundo de trabalho, o trabalho fornece ao homem um sentimento de identificação com o mundo, é importante ser tratado com justiça.

            Realmente, o ato de trabalhar satisfaz as necessidades básicas do ser humano. É importante para o indivíduo ter a sensação de estar ligado a saudade através de seu trabalho, de sentir que tem algo para fazer em prol da humanidade, de ter um propósito de vida/objetivos.

            Podemos observar que os indivíduos e as organizações são fundamentais um a com as outras, ou seja, as organizações não existem sem os indivíduos, sobretudo os indivíduos não se desenvolvem no âmbito social sem as organizações.

            As organizações e os indivíduos constituem a base fundamental para o crescimento de cada um.

            As atitudes e comportamento no ambiente de trabalho, a partir das concepções sobre o trabalho, propomos a especificação dos significados atribuídos às atitudes e aos comportamentos, de maneira geral , concebendo-se no contexto organizacional. É nosso propósito também identificar como os indivíduos e grupos se inserem no contexto organizacional e quais as respectivas implicações de correntes.

            A compreensão da conduta humana possibilita conceber atitude como resultantes de valores, crenças, sentimentos, pensamentos, cognições e tendências à reação, referentes a determinado objeto, pessoa ou situação. Desta maneira, o indivíduo, ao assumir uma atitude, vê-se diante de um conjunto de valores que tendem a influenciá-lo.

            Segundo Morris, há uma tendência acentuada de se identificas as influências dos valores como condicionantes da maneira como alguém se comporta aos selecionar preferências em uma situação social. O sistema de valores do indivíduo é representativo de sua cultura (meio social), com evidências concretas de que, direta e ou indiretamente, esses valores são influenciados pelos esforços, condicionamentos e ideologia vigentes em dada realidade.

            A atitude é uma reação avaliativa, apreendida e consolidada no decorrer da experiência de vida do indivíduo, que tem componentes básicos presente em sua formação.
v   Componente Afetivo: Emocional ; refere-se aos sentimentos ou reações emocionais que o indivíduo apresenta em face de uma situação específica;
v   Componente Cognitivo: Refere-se às crenças do indivíduo, os conhecimentos e os valores associados à situação, objetos ou pessoas;
v Componente Comportamental: Refere-se às ações favoráveis ou desfavoráveis com relação à situação em foco;
v   Componente Volativo: Constitui-se nas motivações, desejos, expectativas e necessidades inatos e adquiridas.

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