terça-feira, 15 de outubro de 2013

Nível de segurança de um colete a prova de balas

Entenda como os materiais resistentes a impactos podem influenciar no grau de proteção para quem os utiliza
Qual é o nível de segurança possível com um colete à prova de balas?


Qual é o grau de proteção que um colete à prova de balas é capaz de oferecer e quais são os materiais mais resistentes de construção? Responder essa pergunta não é uma tarefa simples e, para entender o quão protegido você pode estar com um colete à prova de balas, é preciso primeiro conhecer o material do qual o equipamento é feito e qual é o grau de proteção que é capaz de oferecer.

Além disso, é preciso levar em consideração outros fatores. Há materiais mais resistentes do que o Kevlar, por exemplo, o mais amplamente utilizado em vestes do gênero, mas que não proporcionam a quem está equipado com eles o mesmo grau de mobilidade e flexibilidade de movimentos. No final das contas, tudo é uma questão de adaptar o uso do colete às necessidades de quem corre o risco de levar um tiro.

Armadura dos tempos modernos


Em linhas gerais, a proposta de um colete à prova de balas é a mesma das armaduras medievais: ser rígido o suficiente para evitar que ataques não cheguem até o corpo humano. Entretanto, diferente do que acontecia no passado, hoje há tecnologia para levar em consideração também a mobilidade de quem os utiliza.

Assim, materiais como placas cerâmicas ou estruturas metálicas mais espessas podem até ser mais eficientes, mas são mais desajeitados e menos macios. É praticamente uma unanimidade entre aqueles que utilizam produtos do gênero os coletes à prova de bala feitos em Kevlar. O entrelaçamento dos fios é o grande segredo do seu potencial de resistência a impactos.

O impacto de um projétil faz com que o entrelaçamento de fios do colete seja empurrado para trás, dispersando a energia do ponto de impacto para uma área ampla. Assim, não importando em que local aconteça, ele sempre terá sua energia distribuída ao longo de toda a estrutura.

Tipos de fibras


Embora seja o material mais utilizado, o Kevlar não é a única alternativa na construção de coletes à prova de bala. Outra fibra, chamada Vectran, é capaz de apresentar resistência até duas vezes superior à do Kevlar, chegando a ser até 10 vezes mais resistente do que o aço. A tecnologia hoje é propriedade da empresa norte-americana Kuraray, que fabrica 100% dos produtos comercializados no mundo nos quais o recurso é aplicado.

Por ser um pouco mais resistente, o Vectran é utilizado pela NASA na proteção de cabos e no revestimento de sondas, como as utilizadas nas missões Spirit e Opportunity, que foram enviadas a Marte.
Qual é o nível de segurança possível com um colete à prova de balas?

Além disso, há soluções mais curiosas que, por enquanto, ainda estão sendo estudadas em laboratório. Foi descoberto que a seda de aranha, por exemplo, pode ser até 20 vezes mais resistente do que um fio equivalente de aço. Para que ela seja produzida, os pesquisadores modificaram geneticamente bodes para que produzam o mesmo componente químico.

Esse material inusitado recebeu o nome de Bioaço, que, aplicado aos tecidos, pode manter características de leveza e resistência com muita facilidade. Por fim, os nanotubos de carbono são outra alternativa em estudo em laboratórios. Pesquisadores afirmam que os fios com essa característica podem ser ainda mais resistentes. O grande problema, ao menos por enquanto, é o custo: cerca de R$ 1 mil por grama.

Os limites da resistência


Como você já deve imaginar, os coletes à prova de bala ajudam bastante quem os utiliza, mas não fazem milagres. Há limites de impacto de acordo com o estilo de construção utilizado, independente do material. Quanto maior for o entrelaçamento de fibras, mais resistente ele será. E, obviamente, mais caro.

Em linhas gerais, há seis níveis de proteção entre os coletes à prova de balas. O grau de proteção é mensurado de acordo com a velocidade de impacto (em metros por segundo) a que o conjunto é capaz de resistir. Confira quais são eles:




  • Proteção nível I – resiste a velocidades entre 259 e 320 metros por segundo. Armas com calibre 38 e 22 estão entre as que disparam projéteis com essas características. É o mais simples dos coletes e, por conta disso, aquele que é utilizado em maior escala.
  • Proteção nível II-A – resiste a velocidades entre 332 e 381 metros por segundo. Armas como as pistolas 9 milímetros e Magnum .357 estão entre as que disparam projéteis com essas características.
  • Proteção nível II – um pouco mais resistente em relação às proteções de nível II-A, os coletes com essas características aguentam disparos entre 358 e 425 metros por segundo. É utilizado como defesa para armas do mesmo calibre do nível anterior.
  • Proteção nível III-A – resiste a impactos com velocidades médias de 427 metros por segundo. Armas como as pistolas 9 milímetros e as Magnum .44 estão entre as que produzem impactos dessa natureza.
  • Proteção nível III – muito mais resistentes, os coletes com essas características absorvem impactos com até 838 metros por segundo. O rifle Winchester .308 é um dos principais representantes entre as armas que produzem impactos desse nível.
  • Proteção nível IV – resistente a impactos de até 869 metros por segundo, está entre os coletes mais resistentes comercializados. Essa proteção é capaz de resistir a impactos de M2 Armor Piercing .30, arma de grosso calibre e capaz de fazer muitos estragos.


  • Qual é o nível de segurança possível com um colete à prova de balas?
    Projéteis de armas .30 podem ser paradas por coletes de nível IV.(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)


    Outros fatores devem ser considerados também na hora de um disparo, como a distância da arma em relação a quem está utilizando o colete ou a trajetória do projétil. Os números não são exatos e se referem a uma probabilidade, que pode ser maior ou menor, de resistência a impactos dessa natureza.

    quinta-feira, 1 de agosto de 2013

    BRASÍLIA MOTOCAPITAL - 2013 - 10 Anos!

    O Brasília Motocapital 10 Anos, aconteceu entre os dias 24 e 28 de julho, no Parque de Exposições da Granja do Torto em Brasília.

    Esta décima edição do evento está entre os maiores encontros de motociclismo da América Latina. Segundo a organização do encontro, em cinco dias de evento, 380 mil pessoas passaram pelo Parque de Exposições da Granja do Torto, na capital federal.

    Desde quarta-feira, segundo os organizadores, o evento reuniu 1200 moto clubes de diferentes regiões e de outros países como Argentina, Uruguai e Estados Unidos.

    A expectativa inicial de público era de 320 mil pessoas. O evento contou com 23 atrações musicais, 114 expositores e shows de luta livre, freestyle, moto trial e globo da morte. 

    Entre os diversos shows, um dos mais aguardados era o do roqueiro Erasmo Carlos, que encantou a galera e fez com que ninguém arredasse o pé do local, foram mais de duas horas de show.

    Abaixo, algumas fotos do evento e dos amigos do Origem Moto Grupo.




    A edição de 2014 já tem data marcada: de 23 a 28 de julho.

    Para acessar maiores informações, eis o link: http://brasiliamotocapital.com.br

    domingo, 30 de junho de 2013

    XL 700V Transalp vs. NC 700X

    Comparativo entre  XL 700V Transalp com motor 680,2 CC e NC 700X, 680,2 CC.

    Especificações Gerais

    HondaMarcaHonda
    Big TrailTipo de motoBig Trail
    2013Ano2013
    NacionalFabricaçãoNacional
    R$ 29.990,00 (STD)* / R$ 31.990,00 (ABS)*Preço sugeridoR$ 27.490,00 (STD)* / R$ 29.990,00 (ABS)*
    --Consumo médio--
    --Autonomia--
    Laranja metálico e brancoCoresVermelho e branco
    * Preço público sugerido para pagamento à vista. Geralmente o valor do frete não está incluso.

    Motor

    4 tempos, arrefecidos a líquido, OHC, bicilíndricoMotorOHC, dois cilindros em linha, 4 tempos, arrefecido a líquido
    680,2 CCCilindrada669,6 CC
    81,0 x 66,0 mmDiâmetro x Curso73,0 x 80,0 mm
    10,0 : 1Taxa de compressão10,7 : 1
    Forçada, por bomba trocoidalSistema de lubrificação--
    ElétricaSistema de partidaElétrica
    Injeção eletrônica PGM-FIAlimentaçãoInjeção eletrônica PGM-FI
    EletrônicaTipo de igniçãoEletrônica
    60 cv a 7.750 rpmPotência máxima52,5cv a 6.250rpm
    6,12 kgf.m a 6.000 rpmTorque máximo6,4kgf.m a 4.750rpm

    Transmissão

    5 velocidadesCâmbio6 velocidades
    Corrente constantemente engrenadasSistema de transmissãoCorrente constantemente engrenadas

    Suspensão e Freios

    Garfo telescópico, 200 mmSuspensão DianteiraGarfo telescópico
    Pró-link, 173 mmSuspensão TraseiraPro-Link
    Disco de freio (acionamento hidráulico)Freio DianteiroA disco
    Disco de freio (acionamento hidráulico)Freio TraseiroA disco

    Peso e Dimensão

    201 kg (XL700V Transalp) / 205 kg (XL700VA Transalp)Peso202kg (STD) / 206kg (ABS)
    2.250 mmComprimento Total2.209 mm
    907 mmLargura Total831 mm
    1.307 mmAltura Total1.284 mm
    1.512 mmDistância entre eixos1538 mm
    182 mmDistância do solo164 mm
    837 mmAltura do Assento831 mm
    100/90-19M/C 57H BRIDGESTONE TRAIL WING 101 / METZELER TOURANCE FRONT UPneu Dianteiro120/70 ZR– 17 M/C 58W
    130/80R-17M/C 65H BRIDGESTONE TRAIL WING 152 RADIAL / METZELER TOURANCE UPneu Traseiro160/60R ZR– 17M/C 69W
    17,5 litrosCapacidade do tanque14,1 litros
    2,1 litros (após drenagem) / 2,3 litros (após drenagem e troca do filtro de óleo) / 2,9 litros (após desmontagem do motor)Óleo do Motor3,7 litros (3,1 litros / troca)
    ...ConsumoCidade: 30km/l - Acelerando: 23km/l

    Nível de Ruído

    92,7dB(A)--
    3.875rpm--
    Parte das informações acima foram retiradas do site Turismo2rodas (http://www.turismo2rodas.com.br).

    Teste NC 700X
     

    Teste XL 700V Transalp
    Vídeos do site www.motonline.com.br

    sábado, 8 de junho de 2013

    Deputado Federal Claudio Cajado apresentou na terça-feira, 04/06, seu tão aguardado relatório a respeito do Projeto de Lei 3722 de 2012

    Como o Deputado já havia sinalizado sua simpatia pelo projeto, estávamos confiantes que ele votaria pela aprovação do PL sem fazer grandes ressalvas e ajustes no texto original, e conforme esperado, o relatório foi pela aprovação. No entanto, surpreendeu a todos o fato de que o relatório praticamente reescreveu o projeto original, desvirtuando-o completamente.
    As principais mudanças são as seguintes:
    1. O registro das armas armas, que pela proposta não expiraria nunca, passaria a expirar a cada 5 anos.
    2. O cidadão seguiria podendo comprar armas apenas a partir dos 25 anos de idade. Pela proposta, esta idade seria reduzida para 21 anos.
    3. O porte de arma só poderia ser obtido por quem já possuísse arma por pelo menos 5 anos, o que limitaria que apenas pessoas com mais de 30 anos possam portar armas.
    4. Armas de pressão, Airsoft, e Teasers (armas de choque elétrico) agora devem ser registradas (hoje não há nenhum tipo de registro). A idade mínima para aquisição deste tipo de artefato passa a ser 25 anos (hoje é 18) e cada pessoa só poderia ter até 3 armas deste tipo (hoje não há limite).
    5. O limite de compra de munições passa a ser de 50 por arma e por mês, mas a partir da terceira compra, será obrigatória a entrega dos cartuchos vazios.
    6. Policiais militares, civis e bombeiros militares só terão porte estadual e não poderão levar suas armas caso saiam do estado. O porte de arma civil também seria estadual.
    7. A Polícia Federal continuará responsável por todas as autorizações de compra, registro e portes. A proposta passaria este trabalho para as policias civis dos estados.
    8. Juizes e promotores passariam a poder ter apenas armas de calibre permitido. Hoje eles já têm o direito de possuir armas no calibre .40 (que é restrito).
    9. Fica proibida a comercialização de armas de brinquedo de qualquer tipo.
    Estamos profundamente decepcionados com o Deputado Claudio Cajado, que transformou um Projeto de Lei excelente em um novo estatuto do desarmamento - em muitos pontos pior que o atual.
    A nós, cabe lutar contra este absurdo. Temos que exigir que o Deputado retire este relatório e atenda a vontade popular, que está manifestada no texto original do PL 3722/12 através do Deputado Rogério Peninha, e na inequívoca participação popular nas urnas em 2005, na enquete na câmara dos deputados e nos canais de contato da casa.
    E agora? o que fazer?
    É importante manifestar a sua opinião sobre este fato. Para isso, entre em contato com o Deputado Cláudio Cajado através dos seguintes canais:
    Não se omita! Não deixe de manifestar sua opinião! Você é peçafundamental da Campanha do Armamento e sem seu apoio, nada mudará.
    ................................................................
    O Defesa.org é preocupado com a sua privacidade e não envia e-mails sem a sua autorização. Caso não queira mais receber os e-mails do Defesa.org, clique no link a seguir: http://www.defesa.org/associados/unsub.php

    quarta-feira, 5 de junho de 2013

    Você sabia que tem o direito de ter uma arma em seu local de trabalho?

    Confira o que diz a lei 10.826/2003: Art. 5o O certificado de Registro de Arma de Fogo, com validade em todo o território nacional, autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio, ou dependência desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa.


    Fonte: Defesa.org

    sexta-feira, 31 de maio de 2013

    Primeira marca de maconha dos EUA

    SEATTLE, 30 Mai (Reuters) - Um ex-executivo da Microsoft pretende criar a primeira marca nacional norte-americana de maconha, com cânhamo que ele espera importar legalmente do México, e disse que estava dando início ao seu negócio adquirindo farmácias de maconha em três Estados dos Estados Unidos.
    Jamen Shively, ex-gerente de estratégia corporativa da Microsoft, disse ver sua empresa com sede em Seattle como líder na venda de maconha para fins recreativos e médicos, assim como a Starbucks é o nome dominante em café
    Shively, de 45 anos, cujos seis anos na Microsoft terminaram em 2009, disse que estava atrás de 10 milhões de dólares de investidores para dar início ao negócio.
    O uso, venda e posse de maconha continua ilegal nos Estados Unidos sob a lei federal. Dois Estados norte-americanos, no entanto, legalizaram o uso recreativo da maconha e estão entre os 18 Estados que permitem seu uso para fins médicos.
    "É um mercado gigante em busca de uma marca", disse Shively sobre a indústria da marijuana. "Ficaríamos felizes se obtivéssemos 40 por cento do mercado mundial."
    Um relatório da Organização das Nações Unidas de 2005 estimou que o negócio global da maconha em 142 bilhões de dólares.
    Os Estados de Washington e Colorado tornaram-se os primeiros a legalizar a maconha para uso recreativo nos EUA quando os eleitores aprovaram a legalização em novembro.
    Shively exibiu seus planos, junto com sua visão para um futuro no qual a maconha será importada do México, em uma conferência no centro de Seattle na quinta-feira.
    Ao seu lado estava o ex-presidente mexicano Vicente Fox, conhecido de Shively de longa data e que vem sendo um defensor da descriminalização da maconha. Fox disse que estava ali para apoiar a empresa de Shively, mas que não tinha participação financeira na mesma.
    Shively disse à Reuters tem esperança que Fox possa ter papel de consultor em sua empresa, chamada Diego Pellicer em homenagem ao bisavô de Shively, produtor de cânhamo.
    A venda de cânhamo ou maconha permanece ilegal em grande parte do mundo, embora países principalmente na Europa e nas Américas tenham descriminalizado a posse de pequenas quantias do produto. Um número maior de países descriminalizou ou legalizou o cânhamo para uso medicinal.
    (Por Jonathan Kaminsky)