quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

UFU: muro derrubado por chuva é reparado

Para assistir ao vídeo, copie o link abaixo e cole no seu navegador:

http://tvparanaiba.portalp10.com.br/player.php?id=14443 

sábado, 26 de janeiro de 2013

MÚSICAS ROMÂNTICAS ANOS 80 INTERNACIONAL

Boa lembrança para quem viveu essa época: dançar coladinho, "brincadeiras", globo e jogo de luz. Anos 80!

Abaixo, algumas dos anos 70. Algumas destas ainda ouvíamos em 87 e 88.

I Encontro de Jeepeiros KAMELCAR

Foi muito legal, a Kamel disponibilizou uma Frontier para test drive na trilha que foi montada. A 4x4 subiu, desceu e fez altas manobras. Foi muito bom. Quem tiver oportunidade de aproveitar eu aconselho a não desperdiçar.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

POLÍCIA ARMADA DO SENADO NA BERLINDA


A Procuradoria da República no Distrito Federal investiga o potencial despreparo dos policiais legislativos do Senado. Eles têm direito a porte de armas de fogo após comprovação de capacidades técnicas e psicológicas atestadas em um curso de formação de 80 horas. O tempo mínimo de qualificação, no entanto, deveria ser de 102 horas/ aula, segundo regulamentação da Polícia Federal. A Procuradoria também questiona a qualificação dos agentes: até os vigilantes terceirizados que fazem a segurança complementar do Senado passam por um treinamento mais longo, de 160 horas.

O MP instaurou inquérito civil público em setembro de 2012, após denúncia da Associação dos Policiais Legislativos do Senado Federal, que mencionava a deficiência na formação dos policiais. Se achar as alegações procedentes, o procurador Felipe Fritz, responsável pelo 1º Ofício de Cidadania, pode abrir uma ação contra o Senado ou recomendar que se providencie o treinamento necessário.

A PF requisitou ao Senado, no ano passado, informações sobre o treinamento dos policiais legislativos. Até ontem, não havia recebido nenhuma resposta. Os padrões de aferição da capacidade para manuseio de armas de fogo estão regulamentados pela portaria nº 613/05 da PF.

"A falta de esclarecimento é preocupante pois gera incerteza sobre a segurança dos próprios parlamentares, servidores e cidadãos que diariamente frequentam o Congresso", advertiu o presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, delegado Marcos Leôncio Ribeiro. Segundo ele, "a boa relação institucional recomenda a transparência no tratamento de tão relevante assunto".

Alegando questões de segurança, o Senado não informou quantos dos 138 policiais legislativos têm porte de arma nem quais são os tipos de armamento utilizados. Segundo a resposta enviada pela assessoria de imprensa da Casa, "o porte é concedido pelo diretor da Spol (Secretaria de Polícia Legislativa) e vincula-se exclusivamente à necessidade do serviço". O único detalhe dado sobre o curso de formação é que nele consta a disciplina Armamento e Tiro. "Na verdade o investimento no profissional legislativo se dá de forma continuada ao longo da carreira", avisa o Senado em nota ao Estado.

Nos últimos anos, os agentes da Polícia Legislativa do Senado têm conquistado cada vez mais força e prestígio dentro da Casa. Em fevereiro de 2010, o comandante logístico do Exército, general de Exército Marius Teixeira Neto, assinou portaria em que lhes permitiu o porte de pistola .40, de uso restrito. Além do direito de portar armas letais e pistolas de choque, e de fazer revistas, os agentes têm o direito de deter em uma sala do subsolo quem ameaça a ordem na Casa.

Apesar de suas amplas atribuições, a Polícia Legislativa não é a única responsável pela segurança no Senado: ela é ajudada pela Ágil, empresa terceirizada de segurança privada. Os vigilantes contratados passam por um curso de formação de 160 horas de duração - o dobro dos agentes legislativos. Eles podem portar revólver calibre 32 ou 38, além de cassetete de madeira ou de borracha.

O salário inicial para quem entra na carreira de policial legislativo é de R$ 13,8 mil. O custo anual mínimo do setor, assim, é de R$ 1,9 milhões, apenas com a folha de pagamento.

DÉBORA ÁLVARES/ BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Enviado por: Renan Canuto - UFRRJ

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Matéria no Yahoo fala sobre o programa de internação compulsória de dependentes químicos


O cuidado e o alvo


O governo do Estado de São Paulo começou, na última segunda-feira (21), o programa de internação compulsória de dependentes químicos. A internação compulsória difere da involuntária, pois nesta há a necessidade de um pedido de familiares do dependente e aceito por um médico psiquiatra. A compulsória não necessita de um pedido familiar, quem determina a internação é um juiz, a partir de um pedido médico.
O Rio de Janeiro já tinha programas de internação compulsória para menores, e em abril começará a internar adultos. Em Salvador, foram instaladas câmeras para vigiar a população de rua para “evitar delitos e observar o uso abusivo de drogas que se enquadra nos casos de internação compulsória previstos em lei.”
Ninguém duvida que é necessário fazer algo quanto à dependência química, em especial na população das ruas, alijada de todos os direitos. Que, talvez, como último recurso e em casos bem específicos, amparada numa enorme rede de cuidados, ressocialização, de reinserção no mercado de trabalho, haja a necessidade de internação contra a vontade.
Agora, como bem pontuou Maurício Fiore em um preciso texto, não é a internação compulsória queresolveria o complexo e multifacetado problema dos dependentes do crack.
É bastante interessante perceber, mesmo nos discursos oficiais, o ato falho. Na letra, a questão é “o dependente químico”. Na prática e nas falas, a química vira o crack. Por que?
Talvez aqui esteja a chave para entender todo este movimento de internação compulsória. A dependência de outras drogas não inspira preocupação das autoridades, e não é pelo poder de vício ou de destruição que elas têm, muito menos pela quantidade de gente que faz uso.
A questão única do crack é que o seu consumo foi restrito a áreas específicas das cidades. Áreas abandonadas que se tornaram degradadas rapidamente. A fala do secretário de Promoção Social e Combate à Pobreza de Salvador é exemplar.
Vigiar um grupo específico, que ocupe uma área específica, para que, se possível, amparado legalmente, o poder público venha a tirar estas pessoas das ruas.
O alvo, amigos, não é o vício ou a dependência química. Muito menos o crack e o tratamento aos viciados. O alvo são as cracolândias e o incômodo que elas representam a nós.
P.S. É uma fina ironia que duas pessoas que quiseram ser internadas para receber tratamento contra o vício foram recusadas. Médicos concluíram que a internação não era o tratamento adequado.
Por Walter Hupsel | Fonte: Yahoo