sexta-feira, 20 de abril de 2012

Anthony Giddens

O sociólogo britânico Anthony Giddens, nasceu em 18 de janeiro de 1938, em Londres, ele é considerado por muitos como o mais importante filósofo social inglês contemporâneo, um dos precursores do novo trabalhismo britânico e teórico da Terceira Via, que nada mais é do que uma corrente da ideologia social-democrata em voga a partir da década de 1990, que tenta reconciliar a direita e a esquerda, através de uma política econômica conservadora e de uma política social progressista. À primeira vista, parece ser uma corrente que apresenta uma conciliação entre capitalismo de livre mercado e socialismo democrático. Entretanto, os defensores da Terceira Via veem-na como algo além do capitalismo de livre mercado e do socialismo democrático. Este pensamento defende um "Estado necessário", em que sua interferência não seja, nem máxima, como no socialismo, nem mínima, como no liberalismo.

Também defende, entre outros pontos, a responsabilidade fiscal dos governantes, o combate à miséria, uma carga tributária proporcional à renda, com o Estado sendo o responsável pela segurança, saúde, educação e a previdência. A Terceira Via tem sua origem no governo trabalhista que emergiu na Austrália no final da década de 1980, e ganhou popularidade durante o governo de Bill Clinton nos Estados Unidos, sendo também defendido pela mulher dele, Hillary, durante a campanha presidencial de 2008. Recentemente, durante sua visita ao Brasil, Hillary, participou da abertura da primeira conferência anual de alto nível da parceria de Governo Aberto, que é um projeto que foi lançado no ano passado nos Estados Unidos, como um esforço conjunto entre os países na luta contra a corrupção e a promoção da gestão pública com transparência. O primeiro-ministro britânico Tony Blair e sua facção dentro do Partido Trabalhista, o New Labour, foram os defensores mais entusiastas da corrente. 

Do ponto de vista acadêmico, o interesse de Giddens centra-se em reformular a teoria social e reexaminar a compreensão do desenvolvimento e da modernidade. 

As suas ideias tiveram uma enorme influência quer na teoria quer no ensino da sociologia e da teoria social em todo o mundo. A sua obra abarca diversas temáticas, entre as quais a história do pensamento social, a estrutura de classes, elites e poder, nações e nacionalismos, identidade pessoal e social, a família, relações e sexualidade. 

Foi um dos primeiros autores a trabalhar o conceito de globalização e, mais recentemente tem estado na vanguarda do desenvolvimento de ideias políticas de centro-esquerda, tendo ajudado a popularizar a ideia de Terceira via, com que pretende contribuir para a renovação da social-democracia. 

Ele também foi Diretor da Escola de Ciência Econômica e Política de (LSE) entre 1997 e 2003. Anteriormente foi professor de Sociologia em Cambridge e, foi co-fundador, em 1985, de uma editora de livros científicos, a Polity Press e trabalhou como assessor do ex-Primeiro-ministro britânico Tony Blair. 

Conceito De Classe E Estratificação Social 

Os conceitos de estratificação social e classe social são muito usados por Giddens para descrever as desigualdades sociais existentes na sociedade, tanto entre indivíduos, como entre grupos. Normalmente esse conceito é relacionado à questão da distribuição da riqueza ou da propriedade privada, mas também é utilizado para quantificar e identificar grupos religiosos, patentes militares, atributos de gênero, entre outros. 

Para Giddens(2005) é no capitalismo que o mercado surge como o mecanismo básico das desigualdades. Já que a sociedade é composta por indivíduos e grupos sociais distintos e com oportunidades distintas, o acesso a riqueza, ao lazer, ao estudo dentre outros, depende da posição que ocupa no esquema de estratificação da sociedade. 

Giddens faz observações sobre a teoria de Marx e também de Weber, na qual a teoria de Marx sobre estratificação e classes, se dá na união de pessoas e grupos com os mesmos interesses frente aos meios de produção. Enquanto na teoria de Weber é feito um aprofundamento das idéias de Marx, de maneira que as relações que definem a estratificação da sociedade em classes incluem status e partido. Para Weber, nem sempre a propriedade é o foco das disputas pois a posição dos indivíduos na sociedade, definem seus interesses. 

Segundo Giddens, para Marx, a análise de classe social, as estruturas de classe e as mudanças nessas estruturas são fundamentais para a compreensão do capitalismo e outros sistemas sociais ou modos de produção. Muitos dos escritos de Marx dizem respeito às estruturas de classe do capitalismo, a relação entre as classes a dinâmica da luta de classes, o poder político e classes, bem como o desenvolvimento de uma sociedade sem classes. 

As principais classes no capitalismo são a burguesia e o proletariado. No entanto, outras classes, tais como proprietários, pequenos burgueses, camponeses e lumpemproletariado também existem, mas não são considerados relevantes em termos da dinâmica do capitalismo. 

Para Giddens os sistemas básicos de estratificação social seriam a escravatura, as castas, os estados e as classes, assim ele apresenta alguns conceitos: 

a) A escravatura teria uma sociedade onde homens possuem outros homens como escravos, considerados e tratados como propriedade privada; 

b) No sistema de castas, teríamos situações de desigualdade devido às crenças religiosas que indicam a posição social do indivíduo na sociedade e os contatos sociais que o indivíduo pode exercer; 

c) No Estado Feudal ter-se-ia subdivisões, com aristocracia, nobreza, clero e os servos, mercadores e artesãos; e, 

d) As classes seriam “um grupo grande de pessoas que partilham recursos econômicos comuns, que influenciam fortemente o seu estilo de vida, onde a riqueza e a ocupação profissional constituem as principais bases das diferenças entre as classes”. 

Assim, Giddens define estratificação social como um sistema de desigualdades estruturadas entre diferentes agrupamentos de pessoas. 

Para ele o conceito de classes ainda está longe de ser definido e cada corrente ideológica possui suas próprias definições. Para ele, muitos cientistas sociais tem uma visão marxista de que a classe vem a ser um grupo de pessoas com posições comuns frente aos meios de produção pelos quais conseguem seu sustento. Já outros, aprofundam os estudos de Weber que aponta para os aspectos de status e partido, onde as posições individuais na sociedade é que definem os interesses e nem sempre a propriedade será o foco das disputas. 

SOBRE AS TEORIAS DE CLASSE E ESTRATIFICAÇÃO 

As primeiras idéias desenvolvidas sobre como as sociedades se organizavam, remontam ao final do século XIX e ao início do século XX. Karl Marx e Max Weber, formaram a base para a maioria das teorias sociológicas de classe e estratificação. 

Karl Marx (1818-1883) testemunhou o crescimento das fábricas e da produção industrial, bem como as desigualdades que resultaram da exploração do trabalho nessa época. 

Segundo Giddens, para Marx, classe seria um grupo de pessoas que se encontram em uma relação comum com os meios de produção - os meios pelos quais elas extraem o seu sustento. Onde, antes do avanço da indústria moderna, os meios de produção consistiam primeiramente na terra e nos instrumentos utilizados para cuidar das colheitas ou dos animais no campo. Logo, nas sociedades pré-industriais, as duas classes principais eram aquelas que possuíam a terra (os aristocratas, a pequena nobreza ou os donos de escravos) e aqueles que se envolviam ativamente na produção a partir da terra (os servos, os escravos e os camponeses livres). Nas sociedades industriais modernas, as fábricas, os escritórios, o maquinário e a riqueza, ou o capital necessário para comprá-las, tornaram-se mais importantes. As duas classes principais são formadas por aqueles que possuem esses novos meios de produção - os industrialistas ou capitalistas - e aqueles que ganham a vida vendendo seu trabalho para eles – que seria a classe operária, ou, no termo hoje em dia um tanto arcaico mas preferido por Marx, O 'proletariado'." (GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 235). 

Assim, a análise desenvolvida no pensamento de Marx é histórica, levando sempre em consideração o tipo de produção social de uma sociedade, historicamente determinada, tal como na sociedade pré-industrial, onde a produção dos bens econômicos ocorria sempre a partir da terra e das relações de posse, uso e trabalho da terra. Já na sociedade capitalista, os meios de produção se diversificam e novas relações de trabalho surgem em função disso. De maneira que a estrutura de classes seria um fenômeno histórico-social surgindo somente no tipo de produção social do capitalismo moderno e os elementos que definiriam as classes sociais seriam as relações comuns com os meios de produção, que levavam essas pessoas a se encontrarem em idênticas condições de vida, interesses, problemas e costumes. 

Para concluir a discussão sobre a teoria de Marx, encontrei em minha pesquisa uma outra questão, que é: onde ficariam as classes médias e também a camada mais pobre da população, os mendigos, andarilhos, bandidos, etc? 

Já que para Marx, no processo de desenvolvimento do capitalismo, haveria uma tendência à concentração do capital e da propriedade da terra e assim à formação das duas classes fundamentais onde a sociedade divide-se cada vez mais em dois vastos campos opostos, em duas grandes classes opostas: a burguesia e os trabalhadores assalariados. Mas e onde estariam os outros setores sociais, que seriam "As classes médias - 'classes residuais', 'pequena burguesia', 'classes de transição', 'classe dos pequenos proletários autônomos' – essas estariam entre as classes fundamentais: entre a classe dominante e a proletária.” Ainda, a camada da população composta por desempregados, mendigos, bandidos, também é claramente menosprezada, pois para Marx a “revolução” é apenas dos trabalhadores. Para ele, essa camada é o lumpen proletariado e tendem a ser levados de acordo com quem oferecer melhores condições naquele momento. A classe média não é revolucionária, é conservadora e até reacionária, desejando apenas se manter ou voltar no tempo.

Trabalho sobre "O MANIFESTO COMUNISTA"


O Manifesto foi escrito por Karl Marx e Friedrich Engels entre dezembro de 1847 e janeiro de 1848. No texto eles utilizaram uma linguagem de fácil entendimento e uma estrutura simples (pequena introdução, seguida de três capítulos e uma conclusão curta), formando uma estrutura lógica e argumentativa, onde utilizavam afirmações, interrogações e respostas, o que acaba levando o leitor à participar, como se ele próprio afirmasse, perguntasse e respondesse, nota-se facilmente, no texto do Manifesto que os argumentos são compostos de ironia, fúria, auto-condenação, submissão, revolta e ao mesmo tempo coragem. Os autores trazem palavras que dizem respeito à condição de ser humano, do trabalhador, dos seus medos, paixões e desejos de ser livre. No manifesto estavam as principais idéias do comunismo. Foi escrito a partir de uma reunião entre comunistas de diversas nações, e publicado em diversas línguas. Tendo sido publicado pela primeira vez em Londres, já em fevereiro de 1848. Também em 1847, Marx escreveu o livro a Miséria da Filosofia criticando o livro Filosofia da Miséria de Proudhon.

Os capítulos do Manifesto estão divididos em:
·   Burgueses e Proletários;
·   Proletários e Comunistas;
·   Literatura Socialista e Comunista; e
·   Posição dos Comunistas Diante dos Diversos Partidos de Oposição.

O primeiro capitulo, “Burgueses e Proletários”, traz as idéias principais da obra, de modo a explicar as duas conclusões da introdução sendo: “1º) O comunismo já é reconhecido como força”  e 2º) É tempo de os comunistas exporem, à face do mundo inteiro, seu modo de ver, seus fins e suas tendências”. Aborda de forma geral a relação entre a burguesia e o proletariado. Mostra a evolução dessas duas classes sociais até a época em que foi publicado o Manifesto. Explica inicialmente no que os atos da burguesia afetam (ou afetaram) o mundo e o que seus ideais capitalistas provocam.

Para Marx os trabalhadores estariam dominados pela ideologia da classe dominante. Quanto mais o mundo se unifica economicamente mais ele necessita de socialismo. Ele queria a inversão da pirâmide social, pondo no poder a maioria, os proletários.

No segundo capítulo, “Proletário e Comunista”, são abordadas as relações entre o partido e os proletários. Sendo que o partido é relacionado no texto à outros partidos e movimentos, mostrando alguns objetivos comuns a eles, como o desejo pela queda da superioridade do poder da burguesia, e conseqüentemente a passagem do poder político aos trabalhadores.

Sobre as propriedades, os autores ressaltam que o comunismo não é contra a propriedade geral, mas sim a propriedade burguesa (ou seja, é pela extinção da propriedade privada). O capital e o trabalho assalariado também são abordados, e nessa parte fica claro que os comunistas sofriam com a oposição que não aceitava seus ideais.
É ainda nesse capítulo onde são apresentadas medidas para a aplicação do comunismo na sociedade. Tais medidas são como se fossem um método para transformar a sociedade segundo os moldes comunistas.

Não basta existir uma crise econômica para que haja uma revolução. A burguesia, segundo os autores, é revolucionária, uma vez que substituiu a ordem social anterior, o feudalismo. Mas o movimento revolucionário burguês manteve a mesma divisão social, cujos atores são os opressores e oprimidos, sendo o primeiro interpretado pela burguesia e o último pelo proletariado. Assim, para Marx e Engels “A burguesia só pode existir com a condição de revolucionar incessantemente os instrumentos de produção, por conseguinte, as relações de produção e, com isso, todas as relações sociais”. O que é decisivo são as ações das classes sociais que, para Marx e Engels, em todas as sociedades em que a propriedade é privada existem lutas de classes (senhores x escravos, nobres x servos, burgueses x proletariados). A luta dos trabalhadores, ou proletariado, não deveria se limitar à luta dos sindicatos por melhores salários e condições de vida. Os proletários, compostos por camponeses, artesãos e operários, seriam compostos, a princípio, por indivíduos insatisfeitos isolados, depois por indivíduos de uma mesma fábrica, depois de um mesmo segmento e assim sucessivamente. Suas lutas seguiriam o processo de destruição das mercadorias estrangeiras, quebra das máquinas, queima das fábricas, fundação de associações e estariam assim organizados e conscientizados, prontos para uma luta com força e fundamentos próprios, e consequentemente com um posicionamento político: que seria o Comunismo.

Deveria ser, também, a luta ideológica para que o socialismo fosse conhecido pelos trabalhadores e assumido como luta política pela tomada do poder. Para isso, o proletariado deveria contar com uma arma fundamental, o partido político. Marx tentou demonstrar que no capitalismo sempre haveria injustiça social, e que o único jeito de uma pessoa ficar rica e ampliar sua fortuna seria explorando os trabalhadores, o operário produz mais para o seu patrão do que o seu próprio custo para a sociedade, e o capitalismo se apresenta necessariamente como um regime econômico de exploração, sendo a mais-valia a lei fundamental do sistema.

Essa mais-valia é constituída pela diferença entre o preço pelo qual o empresário compra a força de trabalho (6 horas) e o preço pelo qual ele vende o resultado (10 horas por ex.). Desse modo, quanto menor o preço pago ao operário e quanto maior a duração da jornada de trabalho, tanto maior o lucro empresarial.

Os autores do Manifesto deixam claro que apenas o proletariado é uma classe verdadeiramente revolucionária, pois não se apoderam das forças produtivas, seu objetivo é destruir as garantias e seguranças da propriedade privada, em nome da maioria, maioria essa que é composta pelos proletários, que são em maior número e mais forte, e essa força deve deter o poder.

O terceiro capítulo, “Literatura Socialista e Comunista”, critica três tipos de socialismo:
● Socialismo reacionário, que contém: - Socialismo feudal, Socialismo pequeno-burguês e, Socialismo alemão. O Socialismo reacionário mantinha um ponto de vista burguês, e tencionava continuar com os métodos de produção e troca.
● Socialismo conservador ou burguês, possuía um caráter de reforma, não de revolução.
● E o Socialismo e comunismo crítico-utópico, onde procuravam modificar a sociedade através da boa vontade e dos exemplos burgueses, sem luta política. Marx considerou ainda que os fundadores dos sistemas socialists e comunistas Saint-Simon, Fourier, Owen e outros, compreendiam bem o antagonismo de classes, mas não percebiam no proletariado nenhuma iniciativa histórica e nem movimento político que fosse próprio deles.

O quarto capítulo do Manifesto faz um apanhado geral das principais idéias do manifesto, motivando e dando um grande destaque ao apelo pela união do proletariado pela causa, como por exemplo, com a conhecida frase: “Proletários de todos os países, uni-vos!”. Quanto a posição dos comunistas diante dos diferentes partidos de oposição, ele opta por não se aprofundar, pois considera que o que foi dito no capítulo II bastava para determinar a posição dos comunistas diante dos partidos operários já constituídos. É interessante o que eles colocam como distinção entre os comunistas e os demais partidos de oposição, onde “Os comunistas só se distinguem dos outros partidos operários em dois pontos: 1) Nas diversas lutas nacionais dos proletários, destacam e fazem prevalecer os interesses comuns do proletariado, independentemente da nacionalidade; 2) Nas diferentes fases por que passa a luta entre proletários e burgueses, representam, sempre e em toda parte, os interesses do movimento em seu conjunto.

Praticamente, os comunistas constituem, pois, a fração mais resoluta dos partidos operários de cada país, a fração que impulsiona as demais; teoricamente têm sobre o resto do proletariado a vantagem de uma compreensão nítida das condições, da marcha e dos fins gerais do movimento proletário.

O objetivo imediato dos comunistas é o mesmo que o de todos os demais partidos proletários: constituição dos proletários em classe, derrubada da supremacia burguesa, conquista do poder político pelo proletariado. As concepções teóricas dos comunistas não se baseiam, de modo algum, em idéias ou princípios inventados ou descobertos por tal ou qual reformador do mundo. São apenas a expressão geral das condições reais de uma luta de classes existente, de um movimento histórico que se desenvolve sob os nossos olhos. A abolição das relações de propriedade que têm existido até hoje não é uma característica peculiar e exclusiva do comunismo.” Marx e Engels concluem o Manifesto conclamando os trabalhadores para a revolução dizendo que “Os comunistas não se rebaixam a dissimular suas opiniões e seus fins. Proclamam abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda a ordem social existente. Que as classes dominantes tremam à idéia de uma revolução comunista! Os proletários nada têm a perder nela a não ser suas cadeias. Têm um mundo a ganhar.”.

Trazendo o Manifesto para os dias atuais, muito do que foi ali escrito, ainda se mostra verdadeiro, como a exploração da mão-de-obra do trabalhador, pois no capitalismo moderno, com a redução progressiva da jornada de trabalho, o lucro empresarial seria sustentado através do que se denomina mais-valia relativa, que consiste em aumentar a produtividade do trabalho, através da racionalização e aperfeiçoamento tecnológico, mas ainda assim não deixa de ser um sistema semi-escravista, pois "o operário cada vez se empobrece mais quando produz mais riquezas", o que faz com que ele "se torne uma mercadoria mais vil do que as mercadorias por ele criadas". Assim, quanto mais o mundo das coisas aumenta de valor, mais o mundo dos homens se desvaloriza. De modo que o raciocínio de Marx e Engels nos mostra que ao criar algo fora de si, o operário se nega no objeto criado. Ou seja, não se reconhece nele. Por isso, o trabalho que é alienado permanecerá alienado até que o valor nele incorporado pela força de trabalho seja apropriado integralmente pelo trabalhador. Lembrando que é alienado porque cria algo alheio ao sujeito que o criou.

Rio+20 terá 47 bombeiros em motocicletas - Agilidade sobre duas rodas!

Por Ludmilla de Lima / Agência O Globo

RIO - O trânsito caótico do Rio não é só um tormento para quem está ao volante ou dentro dos ônibus, como para quem precisa de socorro e depende do deslocamento rápido do Corpo de Bombeiros. Para driblar os engarrafamentos da cidade, a corporação aumentará de 17 para 47 sua frota de motocicletas no estado até o início de junho, já para a Rio+20, e inovará com a criação de equipes sobre duas rodas para o combate a incêndios e salvamentos. Hoje, os bombeiros motociclistas apenas atuam em atendimentos pré-hospitalares. O tempo médio gasto por esses militares até os locais mais distantes ou de mais difícil acesso é de apenas cinco minutos. 

Já com os veículos tradicionais, principalmente nos horários de rush, nem sempre é possível atingir a meta do Corpo de Bombeiros de chegar ao endereço do chamado em até dez minutos.

- Fizemos um teste no horário de rush. Nós saímos do Quartel de Vila Isabel e fomos fazer um atendimento na Tijuca, na Praça Xavier de Brito, no final da tarde de uma quarta-feira. Nós levamos 4 minutos para chegar com as motocicletas, enquanto a nossa ambulância levou 14 minutos. Não foi culpa da ambulância. Fomos muito rápido, somos preparados para sair em menos de um minuto do quartel. Mas há essa dificuldade de vencer o tráfego - conta o coordenador das operações com motocicletas do Corpo de Bombeiros, major Luís Henrique de Carvalho.

O Quartel de Vila Isabel está entre os primeiros que receberão parte das 30 motocicletas modelo Yamaha XT 660, licitadas pelo estado no valor de R$ 30 mil cada. O tráfego próximo à unidade é considerado um dos mais complicados pelo major, autor de todo o projeto de operação, tema de sua monografia no curso de pós-graduação para capitães dos Bombeiros. Os outros quartéis que entraram na lista inicial, com base em estudos feitos pelo major, são o 3º GBM, no Centro de Niterói, o 1º GBM, no Humaitá, e o 17º GBM, em Copacabana. O 14º GBM, em Duque de Caxias, e o 1º GBS, grupamento de busca e salvamento na Barra da Tijuca, terão sua frota de motos reforçada.

Na próxima segunda-feira, uma turma de 20 militares começará um curso de capacitação de 13 semanas para bombeiros motociclistas. Outros 16, do grupo que já trabalha no atendimento pré-hospitalar, já passaram pelas aulas. As equipes são consideradas estratégicas para a realização de atendimentos durante a Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, de 13 a 22 de junho: como noticiou o GLOBO nesta quinta-feira, ao volume de veículos que circula pelas ruas no Rio (hoje uma frota de cerca de 2,5 milhões na cidade, mais que o dobro do 1,1 milhão de 1992), somarão-se militares em comboios de autoridades, batedores do Exército e seguranças em torno de hotéis, trajetos e locais de eventos.

- Nós estamos nos preparando para grandes problemas no tráfego durante a Rio+20, principalmente nos trajetos dos aeroportos para os hotéis, e dos hotéis para o Riocentro. A corporação estuda meios para lidar com essa dificuldade. E as motocicletas serão muito empregadas nesse período - adianta o major Luís Henrique, acrescentando que os motociclistas poderão ainda ser empregados, se necessário, na escolta de chefes de estado e governo.

Ele diz que um veículo em formato de van, equipado para os três socorros (pré-hospitalar, combate a incêndio e salvamento), também deve ser utilizado nas áreas afetadas pela conferência por causa da sua mobilidade, maior do que a dos caminhões dos bombeiros. A corporação possui hoje cerca de 60 veículos do tipo, chamado de Auto Tático de Emergência (ATE).

Bombeiros motociclistas se deslocarão em trios

As motocicletas, que hoje se deslocam em dupla com profissionais da área de saúde, seguirão a partir de junho em trio para os chamados. Um motociclista será o responsável pelo atendimento pré-hospitalar; outro pelo salvamento, carregando na moto ferramentas como pinças hidráulicas (usadas para cortar ferragens), e o terceiro pelo combate a incêndio, uma novidade no Brasil. O Corpo de Bombeiros testa, desde novembro do ano passado, equipamentos importados, acoplados às motos, especiais para apagar chamas. Os cilindros instalados junto ao veículo armazenam 50 litros de água e de agente gerador de espuma, este na proporção de 3,6%. A mistura é vista como ecologicamente correta pelos bombeiros por não gastar muita água e ser, ao mesmo tempo, eficiente. O equipamento, utilizado em poucos países, como Dinamarca, Grécia e China, ainda será licitado pelo estado.

O major que elaborou o projeto explica que as motocicletas não anulam a necessidade de veículos maiores em situações de emergência.

- O socorro tradicional não deixa de ser necessário. Mas a rápida chegada a um incêndio incipiente pode evitar que ele se torne um mega incêndio. Neste caso, a motocicleta pode ir na frente, ajudando a resolver o problema, enquanto as viaturas tradicionais estarão se deslocando - garante o bombeiro, que dá um exemplo de aplicação prática. - Se um carro pega fogo na Avenida Presidente Vargas às 18h, a viatura grande vai demorar mais a chegar, enquanto a moto levará pouquíssimo tempo.

E o tempo pode ser o fiel de balança na hora de salvar uma vida ou evitar um incêndio de grandes proporções. O sargento Claudio de Souza Pereira acumula uma experiência de sete anos no socorro pré-hospitalar de moto e comprova a diferença, especialmente quando se trata de Centro e Zona Sul.

- Nosso tempo resposta é bem melhor do que numa viatura de grande porte - afirma o sargento, que completa: - Sou mais solicitado para atropelamentos, colisões de veículos e quedas de moto.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Evento inédito reúne apaixonados por Harley Davidson em Cuba - VRUM

Aproximadamente 100 motocicletas produzidas antes de 1960 estavam no encontro, em Varadero
Símbolo da liberdade sobre rodas, as motocicletas Harley Davidson são cobiçadas em todo o mundo, inclusive em Cuba. A ilha de 'Fidel' nunca havia feito nenhum evento para reunir os apaixonados pela marca americana, mas no último fim de semana, cerca de 100 proprietários de antigas Harley Davidson, produzidas antes de 1960, se encontraram em uma praia de Varadero, distante 140 km da capital, Havana.
Fã da Harley, José Júlio, de 101 anos, foi ao evento em Varadero

As clássicas motos foram as próprias atrações da praia, mas quem também chamou a atenção foi José Júlio Puing, um entusiasta da marca que mesmo aos 101 anos, fez questão de participar do evento e mostrar sua Harley. 
Por: Marcello Oliveira - Portal Vrum
Enviado por: Renato - UFRRJ

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Líderes americanos criam centro regional contra criminalidade

Os países reunidos na 6ª Cúpula das Américas, em Cartagena, decidiram neste domingo criar um centro interamericano contra o crime organizado, com sede no México, informou o presidente mexicano, Felipe Calderón.

"O México propôs, e a Cúpula aprovou, a criação de um sistema interamericano contra o crime organizado" antes do final do ano, declarou Calderón em entrevista coletiva.

O presidente destacou que a proposta recebeu "o apoio unânime" dos 33 países participantes da Cúpula, incluindo Estados Unidos, Canadá e as demais Nações da Organização dos Estados Americanos (OEA).

"Porque queremos que funcione, vamos tomar as primeiras medidas para organizá-lo. Vamos criar o centro e vamos convocar os países, organizar as reuniões e dar o acompanhamento técnico".

"O fruto destas deliberações irá configurar uma rede continental que articule as políticas e as ações para se por em prática no terreno", afirmou o líder mexicano.

Fonte: Terra Notícias

domingo, 11 de março de 2012

Impressões sobre a Tenere 660Z

Para quem estiver buscando informações sobre a Tenere 660Z, acessem os links abaixo, é do clube XT600 Brasil e leva direto para a opinião de quem comprou a Tenere 660Z, vale a pena conferir e se cadastrar no site, a galera por lá é muito gente boa.

Abaixo, seguem os links:

http://www.forumxt600.com.br/forum/viewtopic.php?t=35907&postdays=0&c=1&postorder=asc&mode=&poster_id=0&start=15

http://xt660.com.br/showthread.php?2614-Minha-nova-XT660Z/page2&s=cd1d700a4f44df1acd8525932e2d3294

Agora, um vídeo da XT 660Z, onde mostra o testemunho de um casal sobre a moto, em uma viagem a partir da Colombia através da América Latina para ver o DAKAR 2011.

domingo, 4 de março de 2012

Governo do Rio poderá importar blindados para substituir 'caveirões'

Os veículos blindados usados pelas polícias Civil e Militar do Rio, conhecidos como “pacificadores” ou, popularmente, como “caveirões", serão substituídos por uma frota mais ágil e moderna. O governo do Rio está preparando uma licitação para a compra, que poderá envolver fabricantes internacionais. Especialistas da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) estiveram nesta semana na África do Sul verificando os veículos usados pelo governo daquele país. Também já foram avaliados blindados russos e israelenses.

A possível compra de blindados estrangeiros é contestada pelo pesquisador de assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Expedito Stephani Bastos. Se a importação for concretizada, ele teme que isso enfraqueça a indústria brasileira do setor, favorecendo a geração de empregos apenas no exterior.

“Nós temos veículos maravilhosos e vamos dar emprego em outros países. Isso mostra que não existe uniformidade em nossa estratégia nacional de defesa. Quando o governo divulga que quer recriar a indústria de defesa brasileira, compras desse tipo só atrapalham, não ajudam em nada”, disse o pesquisador.

Outro empecilho se houver importação, segundo ele, será a dificuldade na reposição de peças e equipamentos, o que poderá deixar os veículos fora de operação por um longo tempo. “Não adianta comprar um blindado importado, porque haverá uma cadeia logística extremamente cara e na hora em que não houver mais suporte esses veículos vão ser sucateados. Vai acontecer de ficarem parados várias semanas esperando uma peça, assim como já ocorre com aviões e helicópteros.”

Para o pesquisador da universidade mineira, a compra de blindados urbanos no exterior não se justifica, mesmo que o preço seja mais baixo. “Esses veículos são bons, mas não têm nada de sofisticação que a nossa indústria não tenha capacidade de fazer. É um patamar tecnológico que o Brasil dominou nos anos 1980. Mesmo que aqui saísse mais caro, agregar tecnologia e desenvolver um produto nacional é muito mais importante do que trazer de fora.”

A solução, segundo Expedito, é investir em empresas nacionais que já produzem veículos semelhantes. “Nós tivemos boas empresas e ainda temos algumas sobreviventes que têm capacidade de produzir e de criar dentro da uniformidade que se necessita. Mas não se investem nelas e não se abrem linhas de financiamento.”

O governo do Rio divulgou nota informando que a compra de novos blindados faz parte de uma série de medidas adotadas para atender a demanda de segurança dos grandes eventos internacionais que serão realizados nos próximos anos, principalmente a Copa do Mundo e as Olimpíadas. A assessoria da Seseg não soube dizer quantos blindados estão sendo cogitados, nem o valor total da compra. Disse apenas que a aquisição seguirá a Lei 8.666 [lei das licitações]. Um aviso público com as especificações do novo blindado foi publicado pela Seseg no dia 6 de fevereiro e enviado a embaixadas de diversos países.

Mas nem a proximidade dos eventos esportivos e a necessidade de modernização rápida da frota convencem o pesquisador da UFJF de que será preciso haver importação. “Querem tudo pronto, em prol de Copa do Mundo e de Olimpíadas. [Se houver importação] nós não estaremos comprando a tecnologia. Estaremos virando meros usuários de veículos. É o nosso grande erro estratégico. Na hora em que abrir esse corredor, todos [os estados] vão comprar e a indústria nacional acaba.”

Fonte: Vladimir Platonow, da Agência Brasil | Yahoo! Notícias