sábado, 5 de setembro de 2009

Algumas questões sobre economia

Comércio Exterior e Câmbio

Quais são as vantagens comparativas que justificam o comércio exterior?
Condições climatológicas, riqueza mineral, tecnologia, qtd disponível de mão de obra, quantidade disponível de capital e terra cultivada.

O que são medidas protecionistas?
São as medidas adotadas para limitar a entrada de determinados produtos em um país.

Quais são as medidas protecionistas?
Impostos de importação ou tarifas aduaneiras, contingenciamento ou quotas a importação, subsídios a exportação, barreiras não tarifárias.

Cite pelos menos duas justificativas para se adotar medidas protecionistas.
Proteger uma indústria considerada estratégica para a segurança nacional e combater os déficits que se apresentam entre as exportações e as importações.

O que é balanço de pagamento?
É um documento contábil que fornece informação detalhada sobre todas as transações econômicas com o exterior, sejam de bens, serviços ou financeiros.

Com as sua palavra explique, o que é mercado de câmbio?
Mercado de câmbio é o que ocorre qdo uma moeda é trocada por outra.

O que é valorização de desvalorização cambial, e quais as suas conseqüências?
Significa que a moeda se valoriza e a desvalorização é o oposto. Uma desvalorização da moeda faz com que os bens sejam mais baratos no exterior e os bens extrangeiros fiquem mais caros no mercado nacional. Conseqüentemente cria-se uma tendência para elevar as exportações e reduzir as importações.

Quais são os tipos de taxas cambiais existentes?
Fixas e flexíveis ou flutuantes.

Quais são fatores que geram oferta e demanda de divisas para o Brasil?
Oferta: os turistas estrangeiros, as exportações, os investidores estrangeiros. Demanda: importações brasileiras, investidores brasileiros, turistas brasileiros.

Cite e explique com suas palavras, pelo menos, uma limitação do sistema de taxas de câmbio flutuantes.
Incerteza nas relações internacionais, já que não há como determinar o custo do produto adquirido com pagto a prazo. Ex. no HCU de Udia , qdo o real estava equiparado ao dólar, o HCU comprou um equipamento de raio x nos EUA com pgts parcelados em dólares posteriormente o real desvalorizou e a dívida teve que ser renegociada para que pudesse ser sanada.

Questionário Mundo Atual

Cite os fatores de medição do crescimento econômico.
Refere-se a tendência a longo prazo da evolução da produção de um determinado país. Para isso 2 grandezas são empregadas: taxa de crescimento do PIB em termos reais e PIB real por habitante ou percapta.

Quais são os fatores que determinam o crescimento econômico?
Disponibilidade de recursos produtivos: terra, capital e recursos não renováveis como petróleo.
Produtividade: o trabalhador produz mais por ora trabalhada seja causa da automação ou da qualificação.

Quais as estratégias para o combate da contaminação?
Estabelecer um imposto sobre a contaminação: a Empresa paga imposto por unidade de contaminação emitida.
Estabelecer limites físicos de contaminação: estabelecimento de 1 controle direto e simples p/ cada empresa redução. Subsidiar o equipamento anticontaminante: reciclagem. Que uma das melhores opções anticontaminação.

Quais as causas do Subdesenvolvimento?
Escassez de capital físico: falta de fábricas, maquinas, infraestrutura geral.
Insuficiência de capital humano: falta de conhecimento técnico e qualificação, que procedem da educação formal e form. Trabalho.
Relações de dependência: paises subdesenvolvidos dependem de export. De mater. Prima agrícola q tem preços inferiores a produtos industrializados.

Cite as possíveis estratégias para sair do Subdesenvolvimento.
Apoio a industrialização, defesa do mercado interno, desenvolvimento do potencial endógeno.

Cite quais os tipos de desemprego e explique pelo menos dois deles.
Desemprego sazonal: surge sistematicment em determ. Épocas do ano, é causado por variações na demanda de trabalho em diferentes momentos do ano. Agricult. Fora da época de plantio e colheita. Desenprego cíclico: qdo os trabalhadores e fatores produtivos ficam ociosos devido a recessão econ. Em certos períodos de tempo gerando insuficiência p/ empregar todos os recursos. Desemprego friccional, desemprego estrutural: desajustes entre a qualificação ou localização da força de trabalho e a requerida pelo empregador.

Cite as causas do desemprego e explique, com suas palavras, uma delas.
Funcionamento do mercado de trabalho e nível da demanda agregada.

Quais são as condições que influenciam a inflação?
Tipo de estrutura de mercado: qto + monopolizado e oligopolizado o mercado, maiores serão os aumentos de custos repassados aos preços. Grau de abertura da economia ao com. Exterior e extrutura das organizações trabalhistas: qto maior o poder de barganha dos sindic. Maiores serão os reajustes salariais, provocando maiores pressões sobre os preços.

Quais são os tipos de inflação?
Inflação de demanda: clássica, excesso de demanda agregada em relação a produção disponível de bens e serviços. Inflação de custos: relacionada a oferta de 1 bem/produto que tem o preço bem relacionado a seus custos. Aumento salarial ou em matérias primas pode ocasionar aumento preço.

Quais os efeitos da inflação?
Sobre a distribuição de renda, sobre o balanço de pagto e sobre as expectativas.

MACROECONOMIA

Quais são as metas da política macroeconômica?
Alto nível de emprego, estabilidade de preços(cont. da inflação), distribuição de renda socialmente justa, crescimento econômico.

Quais são os instrumentos da política macroeconômica?
Política fiscal, política monetária, política cambial, política de rendas.

O que se entende por valor adicionado?
É o valor do produto de uma empresa menos o custo dos produtos intermediários comprados de seus provedores.

Quais são os quatro componentes do produto nacional?
Consumo privado, consumo público, investimento, exportações liquidas.

O que significa PIB e o que se leva em conta p/ calcula-lo?
É o somatório de todos os bens e serviços finais produzidos dentro do território nacional num dado período sem considerar se os fatores de produção são de propriedade de residentes ou não residentes.

Qual é a diferença entre PNB e PIB?
Enquanto o PNB quantifica o valor total dos bens e serviços finais produzidos pelas empresas e cidadãos nacionais dentro ou fora do pais, o PIB calcula o valor total de bens e serviços finais de todas as empresas e pessoas físicas sendo elas nacionais ou não, que residam no país.

Sistema Financeiro Nacional e Política Monetária

Defina intermediários financeiros.
São instituições que intermediam os demandantes e ofertantes financeiros. Os intermediários financ. Emitem obrigações financeiras (CDB, letras de cambio) p/ adquirir fundos do público e posteriormente oferecer á empresas, indivíduos e setor público.

Diferencie Sist. Monetário de Sist. Não Monetário.
O sist. Monetário É formado por instituições que tem capacidade de criar dinheiro: banco central, comercial, caixa econ. E bancos múltiplos. Já o Sist. Não Monetário é formado por instituições que não tem capacidade de criar dinheiro. Companhias seguradoras, fundos de pensão, financeiras, corretoras, leasing.

Qual é o conceito de dinheiro? É tudo o que serve como meio de troca no sentido de que é amplamente aceito como pagamento.

Cite as funções do dinheiro. Meio de troca, unidade de conta, reserva de valor.

Dê exemplo de três características do dinheiro:
durabilidade: as pessoas não aceitam como dinheiro algo que fosse perecível e se deteriorasse; Mobilidade: deve ser fácil de transportar.;
Divisibilidade: deve poder subdividir em pequenas partes com facilidade e sem perda de valor.

Quais são os tipos de depósito existentes?deposito a vista, depósito de poupança e depósito a prazo.

Três funções dos bancos e explique-as:
Transações: serviços realizados pelos bancos aos seus clientes (debito autom), troca de cheque; Empréstimos: concessão de financiamento aos clientes, cheque especial.;
Cofres: disponibiliza p/ seus clientes cofres p/ depósitos de objetos de valor.

Qual a função do BACEN que influencia no controle inflacionário?
Controle e regulamentação da oferta e demanda.

Como são caracterizadas as políticas monetárias expansivas e restritivas?
A expansiva é um conj. De medidas que aceleram o crescimento da quant. De dinheiro e barateiam os empréstimos (redução dos juros) e Restritiva é um conj. De medidas que reduzem o crescimento da qtd de dinheiro e encarecem os empréstimos (eleva a tx de juro).

Quais são os instrumentos da política monetária?
Depósitos compulsórios ou reservas obrigatórias;
operações c/ mercado aberto (open Market) e,
Política de Redesconto.

Gestão estratégica da informação e inteligência competitiva

STAREC, Cláudio; GOMES, Elisabeth; BEZERRA, Jorge (Orgs.). Gestão estratégica da informação e inteligência competitiva. São Paulo: Saraiva, 2005. 351p.

Gestão estratégica da informação e inteligência competitiva acaba de ser lançado pela Editora Saraiva em coletânea organizada por Cláudio Starec, Elisabeth Gomes e Jorge Bezerra e testemunha competência, garra administrativa e empreendedora, pois coordenar vinte e três autores expondo idéias e conhecimentos é desafiador. Eles desincumbem-se da tarefa com maestria. Some-se à oportunidade da publicação da obra, especialmente porque gestão de informações e sistemas de inteligência integram hoje, a vida de profissionais das mais diversas organizações. Seus autores, professores, pesquisadores e consultores, têm em grande parte ligação muito estreita com a Universidade Federal do Rio de Janeiro e com a Fundação Getúlio Vargas. Outro número menor teve por algum tempo de suas vidas, pouso na Universidade Federal da Paraíba. O lançamento em João Pessoa e resenha em periódico desta Instituição é uma das formas de nos mantermos atualizados e condiz com atividades de formação.
O livro debate o significado da gestão estratégica da informação nas organizações, discutindo formas de estimular o fluxo, entendendo que quando alguém explicita uma idéia, quando representa o conhecimento em linguagem verbalizada e impressa, em imagem, som ou gesto, isto se chama informação cuja condição primordial é a de harmonizar o mundo. É a informação gerida para ampliar conhecimento, para criar formas inteligentes de inovações de produtos e/ou de processos e possibilitar a tomada de decisão em tempo real, visando permanentes melhorias no ser humano e nas organizações. É conhecimento explícito que ao circular numa organização é utilizado estrategicamente para buscar, propor, e alcançar vantagens que as concorrentes ainda não se aperceberam.
A obra está subdividida em cinco partes! Informação e Sociedade, a primeira conduz ao criador, no qual, em sua privacidade, na sua “solidão fundamental” ocorrem mutações provocadas pela informação, permitindo a esse autor/criador transmutá-la em nova informação e torná-la pública, a um receptor individual, ou a uma coletividade. É uma ação, considerada a única atividade da condição humana que só pode ser exercida com outros homens. É a condição política do homem na terra, como nos faz ver Aldo Barreto.
Do fluxo e da ação provocadores das transmutações, denominadas inteligência empresarial, inteligência corporativa, inteligência competitiva e inteligência econômica nos fala Lena Vânia e utiliza Orozco (1999) para conceituar inteligência corporativa, aquela que retrata o presente o analisa e facilita o manejo do futuro, mediante a utilização de fontes de informação e de ferramentas da Ciência da Informação. A análise do futuro inclui inteligência competitiva, inteligência sobre os concorrentes e o monitoramento do meio.
Para a concretização do fluxo há que se vencer os fatores intervenientes ou as barreiras sobre as quais Isa Freire nos brinda. Ela o faz com propriedade, usando Lucien Goldman para quem há informações que não se coadunam com as características de determinados grupos. Em seguida com base nas barreiras de Wersig, desenvolve seu estudo chamando a ordem os profissionais da informação a quem caberiam a responsabilidade social de definir estratégias para a comunicação da informação.
Faço coro com Cláudio Starec para relembrar que dentro de uma organização saturada de informações, é necessário tratá-las com a seriedade e os cuidados dispensados aos outros recursos, sob pena de colocar em risco a sobrevivência da organização. Esse, o tom inicial do livro! Óbvio, seus autores provêm da Ciência da Informação.
Passemos aos administradores, economistas, engenheiros e advogados que compõem as demais partes. Daniel Roedel nos diz que para introduzir os conceitos de inteligência competitiva e monitorar o ambiente externo são necessários o planejamento e a definição de estratégias. A criação de sistema de inteligência competitiva compreende coleta, tratamento, análise e disseminação da informação sobre as atividades dos concorrentes, fornecedores, clientes, tecnologias e tendências gerais dos negócios. Forma-se um ciclo favorecido pelas redes de comunicação de informações, tornando o conhecimento vantagem competitiva, potencializando a aprendizagem e a formulação de estratégias, aumentando a competitividade da empresa. Forma-se sistema de comunidades de prática no qual compartilham-se compreensões acerca do que se faz e o que isso significa em suas vidas e ambientes, originando a interação social entre os membros. Porém, tudo depende de que sejam planejados alvos, estratégias, objetivos e desenhados projetos que tenham o foco dirigido para a visão e a missão da organização. Pois como nos ensina Jorge Bezerra o planejamento estratégico da informação é a grande diferença entre uma empresa viva e outra que apenas sobrevive.
Modelo de arquitetura empresarial é o que propõe Marcelo Camargo, baseado no conceito de loop fechado, que extraia o maior proveito dos sistemas de informação e resulte em alicerce para a construção de resultados na empresa, que utilize todo conhecimento gerado, estocado em bases de dados, circulando na empresa para socializar as melhores práticas, registrar erros e insucessos e aprender com novos projetos.
Uma análise das semelhanças e diferenças das proposições de gestão de conhecimento desenvolvido por vários autores é o que Terezinha Angeloni utiliza para aperfeiçoar o modelo, desenvolvido por ela em 2002, em livro também publicado pela Saraiva. Com isto demonstra o dinamismo da informação e por via de conseqüência que o conhecimento promove no indivíduo e na organização. Isto altera a hierarquia de poder, altera a cultura organizacional, sendo necessário estar consciente e preparado para tal. É do que nos falam Elisabeth Gomes e Fabiane Braga ao identificar etapas de um sistema de inteligência competitiva, atentar para as questões legais e éticas ao tratar com informações confidencias, sigilosas, de domínio público e com a evasão de informações de dentro para fora da organização. A propriedade intelectual também se acha presente na publicação, abordada por Deana Weikersheimer (2005) ao destacar os procedimentos técnicos e os conteúdos que devem ser protegidos e amparados por normas legais.
A parte IV está dedicada aos recursos humanos e são focalizados desde o treinamento - Sergio Behnken - como atribuições do gerente, do analista e do coletor de inteligência competitiva, além do perfil desse profissional por Elaine Marcial. Enquanto Durval Meirelles, numa perspectiva econômica, nos faz ver que no nível individual a preparação contínua do ser humano aparece como resposta a Economia do Conhecimento e que a produção de inovações pode alcançar maior êxito usando-se estratégias coletivas. Novas formas de cooperação entre as empresas e redes, investimentos em pesquisa, um relacionamento mais azeitado entre universidade/empresa, adoção de incubadoras empresariais, formação de clusters, formariam um sistema de inovação nacional ou coletivo como proposto.
As questões de segurança da informação são abordadas por meio do planejamento da inteligência e da contra-inteligência competitiva exemplificados por Marta Sianes. Marcos Sêmola apresenta uma equação dos componentes dos riscos da informação e Vânia Araújo faz ver que o gigantismo das bases de dados registra informação errada, obsoleta, duplicada e irrelevante. Tópico sobre o qual há pesquisas na Ciência da Informação sendo desenvolvidas por Capurro e Wersig ao que chamam apropriadamente de desinformação.
Os vinte e três autores de Gestão estratégica da informação e inteligência competitiva são unânimes em enfatizar a importância da informação, numa gradação. Cada capítulo acrescenta um ingrediente novo, um novo conceito, um modelo de gestão, uma estratégia a ser perseguida. Recentemente, numa ocasião em que não cabia debate, ouvi que o mercado para o profissional da informação está saturado! Concordo em gênero, número e grau, se, e somente se, estivermos referindo a todo e qualquer profissional acomodado, sem percepção de que inovação é sinônimo de mudança! De que mudanças ocorrem em ritmo acelerado em todos os sentidos, direções e níveis! De que há conceitos novos a serem aprendidos, apreendidos e colocados em prática! De que hoje, como antes, e Paulo Freire não nos deixa esquecer o homem não pode estar sozinho no mundo! Ele tem que viver com os outros, compartilhando espaços, tecnologias, informações, trocando experiências. Anielson Barbosa nos fala de competição para a competência. Isto só se realiza unindo esforços, habilidades, conhecimentos para administrar uma organização com modernidade.
Tentei oferecer uma visão ampliada. Reafirmo: a obra é interessante para as áreas que têm a informação como ingrediente imprescindível. Por isso vale a pena conferir e investir nesse conhecimento explicitado.

Joana Coeli Ribeiro GarciaDoutora em Ciência da Informação pela UFRJ/IBICT, Professora do Departamento de Biblioteconomia e Documentação, da Universidade Federal da Paraíba

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CONCEITO

A Inteligência Competitiva começou a ser adotada pelas empresas no início dos anos 80, como uma resposta às novas exigências de um mercado globalizado e de acirrada concorrência. Os sistemas de inteligência competitiva estão sendo considerados como um passo a mais no desenvolvimento dos programas de qualidade e produtividade. A produção orientada para as necessidades do consumidor não é suficiente para garantir o sucesso da empresa, a monitoração da concorrência e das novas tecnologias é de fundamenta importância para que a empresa possa identificar as ameaças e antecipar oportunidades que lhe permitam conquistar uma posição competitiva favorável.
Segundo Martinet & Marti, a Inteligência Competitiva tem seu início nas décadas de 70-80, apresentando um crescimento bastante grande na década de 90, devendo alcançar sua maturidade e reconhecimento no início do próximo século.
As facilidades que estão sendo proporcionadas pelos avanços da tecnologia da informação, tanto em relação ao aumento da capacidade de armazenamento e processamento de grandes volumes de informações de forma cada vez mais rápida e a custos menores, assim como em relação ao vertiginoso desenvolvimento das comunicações (Ex: Internet), estão representando uma força no desenvolvimento dos sistemas de inteligência competitiva.
A Inteligência Competitiva vem sendo tratada no Brasil também como Inteligência Empresarial, Inteligência de Marketing e Gestão Estratégica do Conhecimento; nos Estados Unidos como Technology Watch, Competitive Intelligence System, Business Intelligence, Competitor Intelligence; e na França, Veille Technologique, Intelligence Economique, Intelligence Concurrencielle.
São apresetados, a seguir, alguns conceitos de Inteligência Competitiva, que estão sendo adotados por especialistas no assunto:
· A Inteligência Competitiva é um programa institucional sistemático para garimpar e analisar informação sobre as atividades da concorrência e as tendências do setor específico e do mercado em geral, com o propósito de levar a organização a atingir seus objetivos e metas. (Kahaner,1996 )
É uma atividade de gestão estratégica da informação que tem como objetivo permitir que os tomadores de decisão se antecipem sobre as tendências dos mercados e a evolução da concorrência, detectem e avaliem ameaças e oportunidades que se apresentem no seu ambiente para definirem as ações ofensivas e defensivas mais adaptadas às estratégias de desenvolvimento da empresa. (Jakobiak, 1996)
Processo de coleta, analise e disseminação da inteligência relevante, específica, no momento adequado, referente às implicações com o ambiente do negócio, os competidores e a organização. (Miller, 1997)
Informação que garante ao tomador de decisão que a empresa ainda é competitiva... a inteligência é o cão de guarda da competitividade, não um apreciador passivo dos competidores... Inteligência competitiva ou inteligência empresarial é uma ferramenta do líder da empresa, uma competência central resultante de uma visão ampla da empresa em relação ao concorrente, que busca explorar incessantemente seus pontos fracos, ao mesmo tempo em que frustra surpresas competitivas. Está colocada de forma ótima no contexto da meta estratégica para deslocar o melhor ou permanecer o melhor em um segmento industrial ( Ben Gilad, 1996)
Processo sistemático de coleta, tratamento, análise e disseminação da informação sobre atividades dos concorrentes, tecnologias e tendências gerais dos negócios, visando subsidiar a tomada de decisão e atingir as metas estratégicas da empresa. (Coelho, 1999)
Entende-se portanto, que a Inteligência Competitiva atua como um radar para a empresa, proporcionando-lhe o conhecimento das oportunidades e ameaças identificadas no ambiente, que poderá instruir suas tomadas de decisão, visando a conquista de vantagem competitiva.
A Inteligência Competitiva pode ser utilizada com as seguintes funções na organização: como ferramenta para gestão da inovação tecnológica; como instrumento para tomada de decisão; e ainda como forma de agregar valor à função de informação.
Miller apresenta o modelo de Inteligência Competitiva, que vai do dado - considerado como matéria-prima bruta, dispersa -, passa pela informação - que é o dado dotado de relevância e objetivo e pressupõe a existência de uma estrutura organizada - e chega até a inteligência - onde a análise fornece ao tomador de decisão elementos para a ação.
A unidade básica de um sistema de inteligência competitiva é o ciclo de inteligência, o qual, segndo Miller, corresponde as seguintes etapas:
Identificação dos tomadores de decisão e de suas necessidades;
Coleta de informação apropriada;
Análise da informação e geração de inteligência;
Disseminação da inteligência para os tomadores de decisão; e
Avaliação dos produtos e processos da inteligência.


ENTIDADES
Dados referenciais / cadastrais sobre as entidades, especificados através dos seguintes itens de informação: identificação, objetivos, produtos e serviços, endereço e informações complementares.
Estão incluídas as universidades, nacionais e estrangeiras, que têm grupos ou núcleos de pesquisa na área de inteligência competitiva, não necessariamente oferecendo cursos regulares de pós-graduação nessa área.
UNIVERSIDADE

Nacionais
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ - PUC/PR
Núcleo de Excelência em Gestão Estratégica do ConhecimentoObjetivos: Implementar o Programa de Capacitação em Gestão Estratégica do Conhecimento - Master on Business Intelligence Management, que prepara o executivo para gerir, criar ou investir em negócios – processos, produtos e serviços – voltados a um mundo globalizado, dinâmico e integrado pela tecnologia da informação e comunicação.Produtos / Serviços: Capacitação de recursos humanos.Endereço PUC/PR - Campus de Curitiba - Prédio da Administração - 9º andar - CEP: 80215-901 - Curitiba (PR) Tel: (041) 330-1377 - Web: http://www.pucpr.br/

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - UnBEscola de Empreendedores - Núcleo de Inteligência CompetitivaObjetivos: O Núcleo de Inteligência Competitiva se constitui numa unidade da Escola de Empreendedores do CDT/UnB, responsável pela busca de novas oportunidades no mercado, que dinamizam a disseminação da Inteligência Competitiva no meio acadêmico e empresarial.Produtos / Serviços: Oferece uma série de eventos - cursos, seminários, palestras e workshops, assim como publicações sobre o tema. Disponível pela Internet, desde julho de 1999, o documento "Inteligência Competitiva - estratégia para pequenos negócios".Endereço UnB/Faculdade de Tecnologia - Módulo A-4 - CEP: 70919-970 - Brasília - DFTel (061) 347-0617 FAX: (061) 274-5918 - Web: http://nic.cdt.unb.br/ - E-mail: empreend@cdt.unb.br

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS - UFMG
Escola de BiblioteconomiaPrograma de Pós-Graduação em Ciência da InformaçãoProdutos / Serviços: : Oferece a disciplina "Gestão da Informação Tecnológica", como parte do programa do Curso de Mestrado em Ciência da Informação. Endereço Av Antônio Carlos, 6627 - salas 2003/2007 - Pampulha - CEP: 31270-901 - Belo Horizonte - MGTel: (031) 499-5207

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ
Centro de Referência em Inteligência Empresarial - CRIE Objetivos: O CRIE nasceu em 1997 e está vinculado ao Programa de Engenharia de Produção da COPPE UFRJ, na área de Inovação Tecnológica e Organização Industrial. Tem como objetivos: induzir uma cultura nacional de inovação e empreendedorismo; prover serviços interativos de inteligência competitiva e vigilância tecnológica e mercadológica; e capacitar empresários, pesquisadores, investidores e formuladores de políticas em inteligência empresarial. Reúne informações sobre a Rede de Gestão do Conhecimento e Inteligência Empresarial - COMPET.NET.Produtos / Serviços: Desenvolve projetos nas áreas de inteligência empresarial, gestão do conhecimento, tecnologia da informação, empreendedorismo e educação presencial e à distância.Endereço: UFRJ/Centro de Tecnologia - Bl. I 2000 - Sala MT 05 - Ilha do Fundão - CEP: 21945-970 - Rio de Janeiro (RJ)Web: http://www.crie.coppe.ufrj.br/

-UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS
Programa de Pós Graduação em Administração- PPGAGrupos de Estudos em Sistemas de Informação e de Apoio à Decisão- GESIDObjetivos: Grupo consolidado desde 1993, objetiva a realização de estudos e pesquisas conjuntas universidade - sociedade, centrando seu interesse na análise dos processos de decisão nas organizações e na contribuição das técnicas quantitativas e qualitativas de modelagem, no estudo do processo de apoio à decisão (individual e coletiva) baseado em tecnologias de informação e no estudo e desenvolvimento de sistemas de informação.Produtos / Serviços: A linha de pesquisa do GESID versa em torno do eixo informação-decisão, abrangendo o processo decisório; o uso estratégico e impacto da tecnologia da informação; a inteligência competitiva; a vigília estratégica, tecnológica e concorrencial; os sistemas de informações gerenciais (aplicados à áreas como Marketing, Agropecuária, Construção Civil, Saúde, Transportes, etc.), os sistemas de apoio à decisão individual e para grupos, os sistemas de informações executivas (EIS); os centros de informações (núcleos de suporte em microinformática); a informática pelo usuário final (com geração de interfaces; e o planejamento de informática.Endereço: Av. João Pessoa, 155 - Sala 112 - CEP: 90040-000 - Porto Alegre (RS)Tel: (051) 316-3674 FAX: (051) 316-3697

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC
Núcleo de Inteligência Competitiva para Pólos EconômicosObjetivos:: Coletar, validar e analisar dados e informações econômicas e sociais referentes aos setores produtivos, a fim de dar suporte com informações estratégicas, aos agentes econômicos e instituições locais em suas respectivas atividades, bem como identificar condições e ações necessárias para impulsionar o desenvolvimento econômico-social do pólo.Web: http://www.cfh.ufsc.br/

CENTROS DE PESQUISA & DESENVOLVIMENTO
Nacionais-Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia- IBICTÁrea de Atuação: Oferece curso de pós-graduação lato sensu e cursos de curta duração sobre inteligência competitiva. coordena uma Lista de Discussão na Internet sobre o tema.
Instituto Nacional de Tecnologia - INT
Divisão de Informação TecnológicaÁrea de Atuação: Instituto de pesquisa público federal pertencente ao Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT. Presta serviços para empresas na área de monitomento tecnológico e oferece programa de educação continuada em Tecnologia de Gestão do Conhecimento. Responsável pela criação do primeiro Curso de Especialização lato sensu em Inteligência Competitiva do país, em 1997. Web: http://www.int.gov.br

Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo- IPT -Centro de Informação Tecnológica- CITEC
Àrea de Atuação: Serviço de Prospecção Tecnológica - consiste na realização de atividades permanentes de observação e análise dos ambientes científicos, técnicos / tecnológicos e dos impactos econômicos presentes e futuros a fim de deduzir ameaças e oportunidades de desenvolvimento da empresa. Neste sentido, o CITEC está apto a desenvolver e transferir para a empresa metodologias, sistemas de monitoramento através de busca em bases de dados, exploração de informações em fontes informais, treinamento de recursos humanos para usos de ferramentas de acesso, recuperação e análise de informações para monitoramento, consultoria para concepção de sistema de prospecção tecnológica na empresa. Tel: (011) 3767-4138 / 3767-4201 / 3767-4237 - FAX: (011) 3767-4081 e (011) 3767-4011
Web: http://200.18.106.107/ncitec/serv3.html E-mail: citec@ipt.br

Estrangeiros-Centre de Recherches Retrospectives de Marseille -CRRM
Àrea de Atuação: Centro de Pesquisa pertencente à Université de Marseille VI. Desenvolve ferramentas (software) para análise automática de informações, como o Dataview, Datalist, entre outros. Desenvolve pesquisas e oferece cursos de curta duração na área de veille technologique e information stratégique. Oferece também cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) em Ciência da Informação nessas áreas de concentração. Web: http://crrm.univ-mrs.fr/

Centre de Recherches Public Henri Tudor- CRPHI-Centre de Veille Technologique - CVTÀrea de Atuação: O CVT é um departamento do CRPHI dedicado ao desenvolvimento tecnológico e inovação. São objetivos do CVT sensibilizar as empresas regionais e nacionais para a importância crescente da informação industrial e assisti-las na implementação de seus processos de gestão da informação. O CVT iniciou suas atividades em 1994, como um projeto piloto numa iniciativa da Divisão de Propriedade Intelectual do Ministério da Economia de Luxemburgo, em cooperação com o Escritório Europeu de Patentes (EPO). Tem como finalidade assistir as empresas regionais e nacionais na busca, obtenção, tratamento, análise e gestão da informação científica, técnica e econômica.Contato Dr. Serge Quazzotti (Manager of Technology Watch)
Web: http://www.cvt.lu/

BIBLIOTECAS VIRTUAIS
Biblioteca de Inteligência Empresarial
Organizador:
Centro de Referência em Inteligência Empresarial (CRIE) / UFRJConteúdo: Reúne 103 títulos nas áreas de inteligência empresarial, gestão do conhecimento, inovação e empreendedorismo. Permite a busca na Internet por título, autor e palavra-chave.
Biblioteca Virtual de Competitividade
Organizadores: Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP e CNPq (PROSSIGA) Conteúdo: Disponibiliza uma seleção abrangente de links, nacionais e internacionais, classificados por assuntos e instituições, com comentários sobre as respectivas características, que permitem ao seu usuário o acesso rápido a uma vasta gama de informações relacionadas com o tema "competitividade", entre elas informações sobre inteligência competitiva.
Competitive Intelligence Organizadores: Centre de Recherche Retrospective de Marseille - CRRM, Fisk University e Stanford UniversityConteúdo: Biblioteca virtual que disponibiliza sites de instituições, softwares, bibliotecas e publicações na área de inteligência competitiva. Aceita comentários sobre links existentes e sugestões para inclusão de novos.
Expert and Speaker DatabaseOrganizador: Society of Competitive Intelligence ProfessionalsConteúdo: Oferece um banco de dados contendo informações sobre especialistas e palestrantes na área de inteligência competitiva. Seu sistema de busca permite selecioná-los pelo nome, país de origem, tópico ou por uma combinação desses critérios. Profissionais da área podem divulgar gratuitamente seus serviços. Web: http://www.scip.org/speakers/
The Official Intelectual Capita Home PageOrganizador: Nick Bontis (Institute for Intelectual Capital Research)
Conteúdo: capital intelectual e gestão do conhecimento. Oferece links para referências de autores, pesquisadores, empresários, ferramentas e eventos sobre esses asuntos.
Web http://www.business.mcmaster,ca/mktg/nbontis/ic/ - E-mail: nbontis@mcmaster.ca

ASSOCIAÇÕES / SOCIEDADES
-Society for Competitive Inteligence Professionals - SCIP
Descrição: Criada em 1986, dedica-se a reunir e assistir profissionais da área de Inteligência Competitiva, promovendo eventos como seminários, congressos e cursos internacionais, assim como editando publicações sobre o tema. Destaca-se a publicação periódica (trimestral)
Competitive Intelligence Review-CIR. Web: www.scip.org E-mail: postmaster@scip.org
-Society for Competitive Inteligence Professionals - SCIP / Capítulo Brasileiro
Descrição: A primeira reunião do Capítulo Brasileiro da SCIP foi realizada em São Paulo, em 16 de abril de 1999. Estiveram presentes representantes das seguintes empresas: Promon, Uniban, Hewlett Packard, Kaiser Associates, Kroll Associates, IBC do Brasil, Transformmo, Door to Door e AvonObjetivos: Trocar informações, experiências e estar atualizado com as mais avançadas técnicas e softwares para o desenvolvimento do profissional que trabalha com Inteligência Competitiva no Brasil.Coordenador: Alfredo Passos E-mail: passos@amcham.com.br
EMPRESAS DE CONSULTORIA
Nacionais

-Ênfase Consultoria LTDA
Serviços: Tecnologia, processos e conceitos sobre gerenciamento estratégico de empresas..Endereço: R. Dr. Amaseu da Luz, 122 - Conjunto 21 CEP: 89010-160 - Blumenau - SCTel: (047) 322-6324Fax: (047) 322-4203 E-mail: elcio@braznet.com.br
-Finich Marketing – Informação e Inteligência Competitiva
Serviços: Desenvolvimento de sistemas de informação de marketing; consultoria em marketing e planejamento estratégico; implantação de sistemas de inteligência competitiva; estudos de viabilidade econômica para novos empreendimentos; avaliação de produtos existentes e avaliação de clima organizacional.Endereço: R. Xavantes, 72 – CEP: 13335-530 – Indaiatuba (SP)Tel/Fax: (019) 233-3944 - Web http://www.correionet.com.br/
E-mail: finch@correionet.com.br
-Informal Serviço e Consultoriaem informática LTDA
Serviços: Presta serviços em gestão do conhecimento, datawarehousing, soluções em Internet/Intranet e integrações de ambiente heterogêneos.
Estrangeiras
Consultoria Biomundi/ IDICT
Serviços:Presta serviços de consultoria na área de biotecnologia (farmacêutica e agrícola). Edita publicações sobre o tema: Biociências em Cuba (Base de Dados), diretório eletrônico contendo os perfis corporativos de mais de 300 organizações nacionais e estrangeiras radicadas em Cuba, relacionadas com o setor médico-famacêutico e com a indústria biotecnológica.Endereço: Calle 200 Nº 1922 e/ 19 y 21, Atabey, Playa, Ciudade de La Habana, Habana 11600, Cuba.
Fuld & Company INC.
Descrição: Empresa pioneira na área de inteligência competitiva, fundada em 1979 por Leonard M. Fuld, reconhecido especialista na área, é sediada em Cambridge, Massachusetts (USA), e tem empresas afiliadas em outros países. Presta os seguintes serviços de consultoria para empresas: pesquisa e análise; treinamento e seminários; projeto de processos de inteligência. Edita livros relevantes sobre inteligência competitiva.Contato: Leonard M. Fuld (lfuld@fuld.com)
Wincite Systems
Descrição: Provedor de serviços e software especializados em business intelligence e knowledge management. Empresa fundada em 1987, tem grande experiência no desenvolvimento, implementação e manutenção de bases de dados customizadas em aplicações para suportar a busca, organização e distribuição de inteligência na empresa. Desenvolveu o software WINCITE, para ambiente windows.Endereço: 19 S. LaSalle Street, Suite 902, Chicago, IL 60603, USA - Web: http://www.wincite.com/
Cipher Systems
Descrição: Empresa parceira da Lotus Brasil e líder na área de Competitive Intelligence.

ARTIGOS SOBRE SEGURANÇA EM UNIVERSIDADES (2)

Notícias http://www.agecom.ufsc.br/index.php?id=1392&url=ufsc
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
23-06-2003 16:53:32 - UFSC promove encontro sobre drogas

A Comissão de Prevenção ao Uso Abusivo de Drogas da UFSC promove nesta quinta-feira, 26/6, o I Encontro das Universidades Catarinenses Sobre Prevenção ao Uso Abusivo de Drogas. As atividades serão realizadas no auditório da Reitoria, a partir das 8h30min. Os temas em debate serão ‘Política de Prevenção nas Instituições de Ensino Superior’, com um representante da Secretaria Nacional de Anti-Drogas (Senad), e ‘Prevenção na UFSC’, com a apresentação da de Prevenção ao Uso Abusivo de Drogas da UFSC.
O encontro vai permitir a troca de experiências entre as universidades participantes e a proposição de ações conjuntas. O evento é realizado no Dia Internacional contra o Uso Abusivo de Drogas. O objetivo é que, além das universidades, toda a comunidade universitária participe. Para mobiliza-la, a Comissão está encaminhando a programação do encontro ao Diretório Central de Estudantes, aos diretores de centro das UFSC e aos coordenadores de curso.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local do evento. Informações com Lúcia, pelo telefone 331 9611

Programa Viver Bem visa reduzir consumo de álcool e drogas na Universidade
Por Thiago Nassa
O ingresso numa faculdade é um dos momentos mais esperados pelos jovens brasileiros. É uma fase de transformação e amadurecimento. Mas será que todos os recém-universitários estão preparados para isso? Muitos se perdem no meio do caminho, pois acham que podem fazer de tudo.
O álcool e as drogas são os grandes vilões dos alunos. O aumento do consumo, em muitos casos, parece fazer parte do ambiente universitário, às vezes dentro da faculdade, ás vezes nas repúblicas e, à vezes, nas famosas festinhas.
Visando melhorar este quadro, o Departamento de Neurologia e Psiquiatria da Unesp, câmpus de Botucatu, mantém o programa "Viver Bem", que traz um levantamento sobre a rela situação dentro da universidade e aponta possíveis soluções para o problema.
O programa teve início em 1997 e surgiu de uma proposta feita pelo Conselho de vice-diretores da UNESP- CONVIDUNESP em uma reunião realizada no mês de novembro daquele ano na Faculdade de Medicina, câmpus de Botucatu. Naquela ocasião, a partir de uma exposição feita pelos vice-diretores sobre a preocupação existente nas várias Unidades da UNESP relacionada com o consumo de álcool e drogas por parte de alunos de graduação e funcionários, chegou-se à conclusão que o problema deveria ser encarado pelas administrações universitárias de uma maneira profissional e técnica.
O programa é coordenado pela Profa. Dra. Florence Kerr-Corrêa, da disciplina de Psiquiatria do Departamento de Neurologia e Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Botucatu, profissional que trabalha na área de dependências químicas.

Diagnóstico do problema
Para construir o levantamento sobre a real situação do problema na UNESP, foi elaborado um questionário que abordava o uso de álcool, drogas e condições de saúde dos alunos de graduação da UNESP, composto por 161 questões, baseadas em um questionário proposto pela Organização Mundial de Saúde para detecção precoce do uso de álcool e drogas, acrescido de outras questões, que somadas possibilitariam saber a situação de risco para outras patologias clínicas e psiquiátricas, além de dados sobre condições econômicas e sociais desses alunos.
A análise dos resultados da pesquisa entre os universitários mostrou que esses alunos provêm principalmente de classes A ou B, seus pais têm nível universitário, incluindo as mães, em mais de 50% deles. "No entanto, cerca de 10 provêm de camadas menos favorecidas da população; aproximadamente 50% moram com amigos, em repúblicas, e apenas 5% em moradias estudantis", conta Florense.
Além disso, cerca de 67,2% não trabalham e, dos que têm remuneração, a receita é proveniente de bolsas de estudo em percentagem semelhante para rapazes e moças (20,3%). "Os que experimentaram alguma droga na vida (sem prescrição médica) estão m torno de 43,5% deles, sem considerar álcool e tabaco. Perto de 27,1% dos estudantes experimentaram drogas antes de entrar para a faculdade e outros 16,4%, após iniciar a faculdade", revela.
O uso mais intenso ocorreu entre 21 e 25 anos, entre o segundo e terceiro anos principalmente. "Nos últimos 30 dias, as drogas ilegais mais utilizadas tinham sido maconha (14,9%), inalantes (11,3%), cocaína (2,9%), alucinógenos (2,7%), ecstasy (0,6%) e crack (0,5%). "Das drogas legais (bebidas alcoólicas), foram consumidas por 74,4% dos alunos no último mês e 30% bebiam mais de uma vez por semana", conta a autora da pesquisa.
O levantamento apontou ainda que cigarros (tabaco) são fumados diariamente por 11,3% dos estudantes da área Biológica, 9,4% dos estudantes da área de Exatas e 11,9% dos estudantes da área de Humanidades.
"Todas as drogas são mais consumidas por homens, com exceção de medicamentos para emagrecimento (anfetaminas) e tranqüilizantes. Drogas e álcool são utilizados principalmente nas repúblicas e com amigos. Além disso, mais de 42,3% dos alunos não fazem uso regular de preservativos nas relações sexuais. A maioria (64,4%) não acha que tem risco de adquirir Aids, e cerca de 10,8% acha que não sabe o suficiente sobre prevenção de Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis", afirma Florence.
A pesquisadora também faz uma comparação com o problema instalado nos EUA. "A freqüência do uso de drogas, apesar de preocupante, é inferior à norte-americana. No entanto, o uso de álcool é semelhante e torna-se, de longe, o problema mais importante a ser enfrentado", explica. "Além disso, o acompanhamento das pesquisas sobre tendências no uso de álcool, nos EUA, permite acreditar que é possível influenciar e modificar o comportamento, principalmente quando se visa a moderação em vez da proibição", complementa.
A principal conclusão foi que seria importante iniciar um programa de prevenção no primeiro ano de todas as faculdades, tanto para o uso de álcool e drogas como de gravidezes indesejadas e doenças sexualmente transmissíveis. O programa escolhido é baseado no pressuposto da redução de danos, que parte do princípio de que não é possível conseguir que as pessoas não usem drogas ou álcool. "Assim, seria melhor ensiná-las a usar álcool de forma não prejudicial. No caso, a intenção é trabalhar mais com a ingestão de álcool, ensinando os estudantes a beber com moderação, saindo do padrão habitual de beber com intoxicação (embriagando-se)", finaliza Florence.

BOLETIM INFORMATIVO PRODUSP – ANO I - N o 11 - NOVEMBRO 2000
http://www.usp.br/medicina/grea/produsp/boletins/boletim_nov00.htm

I CURSO SOBRE ATUALIZAÇÃO EM DEPENDÊNCIA DE ÁLCOOL, NICOTINA E OUTRAS DROGAS

Organizado pelo Departamento Científico do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, do curso de Medicina, aconteceu no período de 20 a 23/11. Foram ministradas oito aulas com as diversas abordagens sobre o tema: conceitos gerais sobre álcool e outras drogas, modelo de tratamento desenvolvido pelo GREA, a evolução da doença sob os aspectos físicos, emocionais e sociais, programa de assistência para familiares de dependentes de drogas, tratamentos psicoterápico e farmacológico na dependência de nicotina, álcool e outras drogas, conceitos gerais de prevenção de drogas e apresentação do PRODUSP. Os palestrantes foram os profissionais da equipe do GREA. O público foi composto por estudantes e profissionais de diversas áreas. Parabéns aos alunos do CAOC pela iniciativa.

I SEMINÁRIO "ÁLCOOL E DROGAS NA UNIVERSIDADE: PANORAMA, CONSEQÜÊNCIAS E RESPONSABILIDADES" Este evento deu início ao diálogo entre pais, alunos e a Universidade, representada pelo diretor e pelos professores do IGC (Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo), profissionais do PRODUSP - Programa de Prevenção e Tratamento do Uso de Drogas da Universidade de São Paulo e da segurança universitária, sobre os vários aspectos envolvidos nos problemas associados ao uso, abuso e dependência de drogas. A participação ativa do centro acadêmico, como representante dos alunos, foi de suma importância para legitimar a discussão sobre o tema. A participação de especialistas abordando vários aspectos envolvidos nos problemas advindos do abuso e dependência de drogas como: tratamento, prevenção, segurança e o papel da família, contribuiu para que a discussão tivesse um caráter científico e pudesse desfazer certos mitos presentes entre os leigos no assunto, além de divulgar os trabalhos que vêm sendo realizados pela universidade nesta área, deixando claro a preocupação da Universidade, mais especificamente do IGC, com este tema. A participação maciça dos pais, apresentando opiniões e sugestões tornou fértil a discussão e contribuiu para que o evento cumprisse o seu objetivo de abrir um canal de diálogo com os pais, na presença dos filhos, alunos, e dos profissionais da Universidade na busca de alternativas mais eficientes na abordagem do tema. É importante ressaltar que todos os segmentos envolvidos na discussão foram ouvidos, permitindo assim obter maior legitimidade nas ações a serem desenvolvidas.
Universidade
Geociências combate drogas na USP

O Instituto de Geociências da USP está empenhado em combater o uso de drogas na Universidade. No próximo sábado, dia 25, às 9 horas, será realizado no Salão Nobre do instituto o encontro "Álcool e drogas na Universidade: Panorama, conseqüências e responsabilidades", destinado a pais de alunos, alunos, docentes e funcionários.
O programa prevê a realização de três palestras. Às 9h30, após a sessão de abertura, o diretor de Operações e Vigilância da Cidade Universitária, Ronaldo Pena, falará sobre "Prevenção, intervenção, controle e a participação comunitária". Às 10h15, o psiquiatra André Malbegier, do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea) da USP, fará a palestra "O tratamento da dependência de álcool e drogas na Universidade". "O papel da família" será o tema apresentado por Pedro Carlos Poccioti, funcionário do Instituto de Geociências, às 11h15. A sessão de abertura terá a presença do diretor do instituto, professor Wilson Teixeira.
O Instituto de Geociências fica na rua do Lago, 562, na Cidade Universitária, em São Paulo. Os telefones são (11) 3818-4274 e 3818-3973.
"Alunos da Estácio compram droga no Turano para usar antes e após aulas"
Jornal O Globo – 13.05.2003 - Rio - Carla Rocha

Um teco antes da aula. É assim que há cinco anos o dia começava para X., de 22 anos, estudante de Comunicação Social da Universidade Estácio de Sá. Nos tempos vagos, pela manhã, ela chegava a consumir dez papelotes de cocaína.
— Entrava chapadona na aula — diz X., que garante ter parado há quatro meses quando consumia carreiras de cocaína até nos banheiros do campus. — Os professores nem ligavam. Eles sabem, acostumaram. Até zoam quando o aluno chega com os olhos muito vermelhos, perguntam se não podiam ter usado um colírio para disfarçar.
Como outros alunos da universidade, ela tem consciência de que faz parte do principal mercado consumidor da droga vendida no morro do Turano, que fica ao lado da Estácio de Sá. O relato de X. ilustra o resultado de uma pesquisa do Diretório Central de Estudantes (DCE) da universidade, que, no final do ano passado, atestou que 70% de cerca de 3.000 alunos entrevistados eram a favor da descriminalização da maconha. E um percentual superior a 50% foi ainda mais explícito: defendeu a legalização da droga.
Alunos apelidam área vizinha de Amsterdã
Alguns alunos chegam a chamar o quarteirão formado pelas duas ruas vizinhas (um beco que dá acesso ao morro e a Rua Aureliano Portugal ) de Amsterdã, numa referência à capital da Holanda, onde 800 cafés vendem maconha.
— É surreal. Eu lá fumando um baseado (cigarro de maconha), às duas da tarde, e mães passeando com os filhos no colo pra lá e pra cá. Por qualquer dez reais, o policial livra a tua cara do flagrante — garante S., de 19 anos.
A maioria dos estudantes nega que exista venda de drogas na universidade. O argumento é de que não há necessidade porque o entorpecente é vendido a poucos metros. O consumo é livre, dizem eles, e a compra, mui fácilờo meu curso, de farmácia, os alunos chegavam a roubar clorofórmio, durante as aulas no laboratório, para cheirar — conta um outro estudante.
Por causa dessas e de outras histórias, a direção da universidade está cada vez mais rigorosa com a segurança. Desde o ano passado, o acesso dos alunos ao estacionamento que fica nos fundos do campus, atrás dos blocos F e G, foi proibido. Os estudantes que vão manipular substâncias de uso controlado como clorofórmio — que não pode ser vendido em farmácias — agora só têm acesso a uma quantidade limitada da substância e não podem entrar com mochila no laboratório onde se realizam as reações químicas que desprendem gases tóxicos.
— Se a gente pára de comprar, o negócio dos caras quebra. Não podemos ser hipócritas, protestar contra a falta de segurança e fazer fila no Turano para comprar cocaína — diz a universitária G., de 22 anos, que já foi usuária, mas que ontem à tarde debatia o problema com outros colegas viciados.
O coordenador-geral do DCE, Moisés Filho, vai organizar um ciclo de debates sobre drogas na Estácio:
— É claro que não podemos cobrir o sol com a peneira, mas o drogado não pode ser tratado como bandido.
Fonte: Jornal O Globo

Seminário "Qualificação de Profissionais de Educação para Ações Preventivas do Uso/Abuso de Álcool e outras drogas"

PREFEITURA PARTICIPA DE SEMINÁRIO SOBRE AÇÕES PREVENTIVAS CONTRA O ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS

A Prefeitura do Rio, através da Secretaria Especial de Prevenção à Dependência Química, participou no dia 19 e 20 de abril, do seminário "Qualificação de profissionais de Educação para Ações Preventivas do Uso/Abuso de Álcool e outras drogas", promovido pela ABRAD - Associação Brasileira de Alcoolismo e Drogas, na Universidade Gama Filho, auditório Dina Sfat, à Rua Manoel Vitorino, 553, Piedade.
O Secretário de Prevenção à Dependência Química, Francisco Duran, esteve presente na mesa de abertura, e a Profª. Glória Macedo, representando a Secretaria, coordenou a mesa Vivências e Experiências, onde apresentou as ações de prevenção contra o uso indevido de drogas, desenvolvidas dentro do programa "Saúde Total: Entre na Moda do Rio".
No sábado, dia 20/04, encerramento do seminário, o Secretário Francisco Duran, a convite da ABRAD, prestou uma homenagem à escritora Glória Perez, pela campanha contra as drogas que vem fazendo na novela O Clone.


http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/semana/unihoje_sema168pag02.html
Drogas – A Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários realiza no dia 14 (quarta-feira), às 10 horas, a palestra “Uso de Álcool e Outras Drogas na Universidade”. A palestrante, professora Florence Kerr-Corrêa, da Faculdade de Ciências Médicas da Unesp, implantou recentemente o projeto da redução de consumo de álcool entre estudantes da Universidade que leciona e possui significativa experiência nesta área. A programação faz parte do Programa de Redução do Uso de Substâncias Psicoativas na Unicamp. Toda comunidade pode participar, mas o evento é dirigido especialmente aos pró-reitores, diretores, dirigentes da administração e representantes docentes, discentes e de funcionários nos colegiados da Universidade. Informações: 3788-4714.

http://www.bireme.br/bvs/adolec/P/news/2002/04/2027/dstaids/001.htm
Projeto de Redução de Danos ajuda jovens na preveção da Aids
Ensinar estratégias para diminuir os prejuízos do uso de drogas entre os jovens é um dos desafios dos redutores de danos. A política é ainda controversa. "Mas os resultados nos dão razão. Em cinco anos, a infecção de HIV por droga injetável caiu de 25% para 8% no Rio de Janeiro", argumenta a supervisora do Conselho Estadual Antidrogas (Cead), Sabine Cavalcante. O projeto Redução de Danos do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, fornece kits que têm desde camisinhas femininas até seringas descartáveis para a aplicação de drogas injetáveis. O trabalho dos redutores é voltado para os adolescentes."Os jovens têm uma noção muito vaga da morte. Temos como ajudá-los a construir suas próprias identidades sem passar por acidente, infecção de HIV e outros perigos associados ao uso irresponsável da droga", explica Sabine.
Megazine/O Globo, pg. 12 e 13, 16/04

http://www.adpucmg.org.br/95-97.htm
Gestão 95 - 97 “A Adpuc vive e pulsa”
A Adpuc tem ocupado, com competência, os canais democráticos e o espaço que vem sendo aberto pela reitoria nos últimos 10 anos. A avaliação é do atual presidente da Adpuc, Gilmar de Abreu Cunha, que leciona na universidade desde 1986. “A nossa diretoria pegou, de certa forma, esse legado", ressalta o professor.
Na sua avaliação, a representação, hoje, significa administrar os espaços já ocupados através da luta travada, e não mais abraçar bandeiras genéricas e fazer disso fatos políticos. O crescimento da Universidade, que tem atualmente quase 1.000 professores e cerca de 19 mil estudantes, fez com que a Adpuc extrapolasse seu campo de atuação. "O campus é quase uma cidade e, como tal, tem seus conflitos e suas contradições. A associação, também inserida nesse processo, é requisitada hoje para coisas que ultrapassam os limites de sua atuação, como a questão da segurança e das drogas na Universidade."
Dentre os avanços de sua gestão, Gilmar destaca as discussões sobre o Estatuto da Carreira Docente e da previdência privada, a representação junto ao Conselho de Ensino e Pesquisa e ao Conselho Universitário. Ele ainda chama a atenção para o contexto econômico do país, depois da implantação do Plano Real, a partir de 1994. "Em 1995, quando nós assumimos, o Plano Real já era realidade e Fernando Henrique Cardoso estava eleito. Isso fez com que o movimento sindical tivesse um refluxo, que vem do início da década de 90, com o Fernando Collor, mas que foi acentuado agora. Nós estamos inseridos neste contexto também”, observa o presidente. As pautas de negociação, antes dominadas pela questão da reposição salarial, hoje tem muito mais um caráter acadêmico e profissional do que econômico. A melhoria das condições de trabalho passam, então, a ser priorizadas. Os desafios são muitos, avalia Gilmar, como acabar com as salas lotadas, melhorar a iluminação de alguns ambientes, suprir a falta de material, equipar laboratórios ainda sem infra-estrutura adequada e enfrentar um aluno menos preparado. "Alguns departamentos tentam situações pontuais na Universidade mas, no geral, o professor tem sido impedido de fazer seu trabalho com qualidade e uma das conseqüências quase imediata é a cobrança da sociedade, através das avaliações", acredita.
Nesses 10 anos, mesmo com a democratização da Universidade, existem, ainda hoje, muitas relações difíceis, permeadas por um certo conservadorismo, observa o professor. "Mas não podemos ficar só reclamando. Essa fase já passou também. A oposição por oposição acabou. Não existe um inimigo comum. Nós temos embates com a administração, mas em alguns momentos temos que caminhar juntos. A solução de problemas às vezes pode ser conjunta e não isolada", diz Gilmar.
"Comparando a Adpuc ao que se conhece de outras associações e sindicatos, a associação hoje ainda é viva, existe e está pulsando, o que eu acho que é mais importante", destaca. Apesar das limitações impostas pelo fato de ela existir "no sangue de uma empresa privada", multas conquistas são ousadas e permanecem, como a estabilidade para os diretores.
Sua avaliação da gestão e dos 10 anos da Adpuc é positiva, acrescenta. "Acho que a Adpuc pode avançar porque tem espaço para isso. Tem como respirar", sinaliza. Algumas questões polêmicas permanecem, como a manutenção da fiação ao Sinpro ou a opção pela Andes. "Essa é uma questão política para discutirmos. Não é de se imaginar que se resolva isso na justiça. A pendência jurídica o advogado resolve. A questão política que se coloca é saber efetivamente como queremos a representação", enfatiza o professor. O lado assistencial, das bolsas de estudo, não deve ser considerado preponderante. "Não se pode enxergar o Sinpro apenas como um apêndice assistencial, Se for por aí, eu sou contra a representação vinculada a eles porque acho que não existe nenhum assistencialismo no meio sindical que compense", critica, Para ele, a questão assistencial é momentânea e individual e, como associação, é preciso defender o coletivo. "A gente como associação tem que defender o coletivo". A falta de interesse e de leitura dos professores, em geral, quanto à representação sindical poderá gerar um problema futuro, "Não existe mais a interferência direta do Estado nas relações de trabalho. O capital e o trabalho vão ter que se virar. Por isso, ao falar em condições de trabalho, temos que saber sentar na mesa e negociar, más é preciso ter paciência. Hoje estamos em uma conjuntura adversa, com grande desemprego. O emprego, e não o salário, fala mais alto. Existem condições mais sérias para se tratar e é difícil trazer as pessoas para esse tipo de discussão porque, no geral, elas são muito imediatistas, analisa o professor. "Quando o problema não é o salário mas, sim, as questões mais diretamente ligadas ao trabalho, há uma facilidade geral de adaptação. Os professores se adaptam e tornam aceitáveis os problemas de voz, postura, alergia e stress, por exemplo", critica.
Isso é conseqüência, na avaliação de Gilmar, do recente processo de democratização no país. "Estamos saindo da ditadura e conseguimos até depor um presidente (Fernando Collor, em 1991) sem guerra, uma coisa rara na humanidade e inédita na história do Brasil. Temos uma democracia nova, engatinhando. As pessoas tem até dificuldade de saber quais são seus direitos e como se luta por eles, sem achar que a luta é aquele embate feroz, onde é preciso arreganhar dentes e sair rosnando para buscar o seu direito", brinca o professor. Mas para buscar o seu direito, é preciso ter respaldo. "Sozinho está fadado ao fracasso", avalia.
A grande dificuldade foi trazer um número maior de professores para junto da Adpuc. "Não conseguimos responder à esse desafio. Tentamos fazer de tudo, modificamos a comunicação com os professores com a distribuição de um boletim e modificamos o jornal, vislumbrando uma comunicação mais ágil mas, mesmo assim, as assembléias continuaram vazias, mesmo em momentos que eu considerava cruciais, como a previdência privada. A próxima diretoria vai ter que criar porque não existe vara de condão para resolver o problema", sugere. Atualmente, apenas um movimento organizado, na avaliação dele, tem conseguido resposta, que é o Movimento dos Sem Terra, "Para eles é claro que há um inimigo comum e que é preciso resolver a questão agrária do país", explica.
De uma forma geral, analisa o professor, a diretoria conseguiu segurar a associação e mantê-la pulsante. "Não é simples manter uma organização por local de trabalho viva. Foi o grande mérito da diretoria. Do ponto de vista pessoal, o grande trunfo foi ter participado de uma história e conseguir estar inserido nela e não ser agente passivo. Foi bom conseguir ver o lado coletivo sobrepor-se ao individual. Em qualquer sociedade, quando você consegue dar um passo, por menor que seja, você contribui para que as novas gerações usufruam disso aí. Em 1984, participei da campanha das Diretas, em pleno regime ditatorial, com todo o aparato da repressão montado. O país mudou com a campanha. Quem viveu aquela situação vê, hoje, que a democracia está firme e o país mais maduro. É uma satisfação pessoal participar e não passar simplesmente pela vida", declara.

Entenda o caso
Mistério na Estácio de Sá - Segunda-feira, dia 5

A estudante de enfermagem da Universidade Estácio de Sá Luciana Gonçalves Novaes é baleada no rosto. O tiro atinge a mandíbula e se aloja na coluna cervical.
Colegas de Luciana dizem ter ouvido tiros disparados do Morro do Turano, que fica ao lado da Universidade. Segundo versões da polícia, a estudante teria sido atingida durante um tiroteio de traficantes contra a Universidade, que não havia acatado o toque de recolher determinado pelos bandidos. A polícia invade o Morro do Turano à procura dos atiradores.
Em uma vistoria no campus da Estácio de Sá, nenhum outro projétil é encontrado.

Sexta-feira, dia 9
A polícia matou oito supostos traficantes no morro da Mineira (vizinho ao Turano). Oficialmente, a polícia procurava o grupo que teria baleado a estudante.
Peritos descobrem que a bala que atingiu Luciana era calibre 40, usada em pistolas Taurus, arma utilizada pela polícia, e em submetralhadoras. É divulgado um trecho de vídeo do circuito interno da universidade em que um homem aparenta estar segurando uma arma dentro do campus, próximo ao local em que a estudante foi baleada. Estudantes da Estácio de Sá dizem que a suposta arma seria uma vassoura e o homem, faxineiro da universidade
O que está sendo investigado
A partir das imagens e da perícia da bala, quatro hipóteses começam a ser investigadas pela polícia: 1) O tiro pode ter sido dado por traficantes do morro do Turano
2) O disparo pode ter sido dado de dentro da universidade, por um traficante, por um segurança, ou por um policial
3) Há ainda a possibilidade de Luciana ter sido vítima de uma disputa por ponto de venda de drogas 4) Um traficante teria atirado contra um estudante que vendia drogas na universidade e acertado a aluna

Repressão na UFPA: agressão a advogado dos estudantes
Por Grupo Tortura Nunca Mais-RJ 03/04/2002 Às 22:30
De acordo com denúncia encaminhada pela Comissão Pastoral da Terra de Xinguara, Pará, em 23/03/2002, o advogado militante de causas populares, Walmir Moura Brelaz, foi agredido por policiais, sob ordens do delegado da Polícia Federal de Belém, Pará, Dr. Anderson Rui Oliveira, quando compareceu ao prédio da Polícia Federal para dar assistência jurídica à 37 pessoas – dentre elas dois menores de idade – presas por terem sido acusadas de consumir e traficar drogas na Universidade Federal do Pará.
Na ocasião, o Dr. Walmir observou várias irregularidades e arbitrariedades na atuação do delegado, como a de ordenar, com gestos e palavras ofensivas, que cada detido, na frente dos demais presos e de outras pessoas, informasse seus dados pessoais e se despisse, enquanto um agente da polícia federal filmava a cena. Ao se manifestar contra estas arbitrariedades, o delegado ordenou que o advogado fosse retirado por um agente da polícia federal, que o agarrou pela gola da camisa e o arrastou por cerca de 7 metros, expulsando-o da sala. Estes fatos foram testemunhados por todos os presentes, inclusive jornalistas, tendo sido amplamente divulgados na mídia do Pará.
Em 25/03/2002, o Dr. Walmir Brelaz protocolou uma representação na Corregedoria da Polícia Federal contra o delegado Anderson Rui Oliveira. Por sua vez, o Presidente da OAB-PA solicitou providências à Procuradoria da República.
http://brasil.indymedia.org/pt/blue/2002/04/22082.shtml

http://odia.ig.com.br/odia/policia/pl120502.htm
Garotinho reclama da Polícia Civil
Antes mesmo de anunciada a transferência do inquérito sobre o ataque na Estácio de Sá, ontem, o secretário de Segurança, Anthony Garotinho, reclamou do vazamento de informações na Polícia Civil. Sobre fato de o delegado da 6ª DP (Cidade Nova), Renato Carvalho, ter dito que as fitas com imagens do momento em que Luciana Gonçalves de Novaes levou o tiro estavam à disposição do secretário, Garotinho disse: “Ele deveria ter antes ligado pra mim. Vai tomar um pito”.
O secretário também reclamou do vazamento da investigação sobre a existência de pontos de venda de drogas na universidade. “Esses delegados estão falando demais. Precisam trabalhar”. Garotinho aproveitou para anunciar que, após as trocas de comando em 10 batalhões da PM, mudanças também ocorrerão na Polícia Civil. “Elas são necessárias”, afirmou, acrescentando que espera começar a obter melhores resultados no combate à violência em três meses. O secretário minimizou o fato de ter entregue o 22º Batalhão (Benfica) ao tenente-coronel Álvaro Rodrigues Garcia, acusado no caso do espancamento de moradores da Cidade de Deus, em 1997. “Ele respondeu a inquérito, foi absolvido e não vai para a Cidade de Deus. Seria provocação nomeá-lo para o mesmo lugar. Ele sabe que tem que se comportar na norma da secretaria, que é todo rigor dentro da lei. Quem exceder a lei será punido”, assegurou Garotinho.

ARTIGOS SOBRE SEGURANÇA EM UNIVERSIDADES (1)

Violência leva professores a suspender aulas
Os professores das faculdades de Física e de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) decidiram ontem suspender as aulas nas unidades. Eles alegam que não há segurança dentro do campus da Ilha do Fundão, onde assaltos são freqüentes e duas professoras tiveram seus carros roubados na semana passada.

Faculdade pede silêncio, dizem calouros
Calouros de medicina veterinária da USP que sofreram trote no fim de semana no campus de Pirassununga (SP) disseram que foram orientados pela direção da faculdade a não comentar o episódio.
Alunos e pais afirmaram que querem preservar o nome da faculdade. O diretor da instituição, Masao Iwasaki, negou, por meio da assessoria da USP, a existência de pedido para que os alunos não falassem. O professor Enrico Lippi Ortolani, presidente da comissão de sindicância da faculdade, afirma que "não há nenhuma lei do silêncio", mas afirma que orientou o centro acadêmico a "baixar a bola", para evitar conflitos.
Mesmo assim, alunos que pediram para não ser identificados revelaram que houve brincadeiras "mais pesadas", como rolar na lama ou mastigar restos já comidos por outros calouros. Apesar disso, disseram que houve exagero nas denúncias contra o trote.
(Folha de S. Paulo - 28/02/03)

Alunos denunciam trote violento na USP
A USP vai investigar um suposto trote violento em alunos de medicina veterinária no campus de Pirassununga (a 213 km de SP), no último fim de semana. Esse é o primeiro caso conhecido de trote violento na USP depois da morte do calouro de medicina Edison Hsueh, em 1999.
Segundo denúncia feita ao disque-trote da universidade, os calouros de veterinária teriam sido obrigados a tomar banho com um líquido retirado do estômago de gado (ruminal), a andar só com roupas íntimas e a rolar em lama com estrume de vaca. Havia cerca de 150 estudantes.
O prefeito do campus de Pirassununga, Marcus Antônio Zanetti, disse que já há elementos suficientes que comprovam o trote violento. Ele disse que, segundo a portaria 3154/99, da reitoria da USP, os alunos que forem identificados como os responsáveis pelo trote violento serão punidos com suspensão ou expulsão do curso. "Tudo vai depender da participação de cada um."
Segundo o ouvidor-geral da USP, Rui Laurenti, "os veteranos e os calouros serão ouvidos". O prefeito do campus afirmou que, em 60 dias, o relatório final da comissão de sindicância deve estar concluído.
O professor Enrico Lippi Ortolani, presidente da comissão de sindicância da faculdade, diz que "informalmente" há a informação de que os alunos tiveram de rolar na lama.
Um aluno do terceiro ano de zootecnia, que reside na moradia do campus de Pirassununga e participou da festa, confirmou os trotes, mas negou a violência.
Uma caloura que não foi à festa disse que colegas confirmaram que alunos veteranos jogaram líquido ruminal nelas, mas negaram que tenha havido brincadeira com tochas -uma das denúncias feitas ao disque-trote.
A estudante, que preferiu se manter no anonimato, participou da primeira semana de trote em São Paulo, sem incidentes, mas decidiu não ir a Pirassununga.
Segundo ela, nas aulas, os estudantes não reclamaram de nada, já que "ninguém quer passar por chato e ficar isolado". A estudante afirma que o centro acadêmico recomendou que os alunos não dessem entrevista sobre o caso.
A presidente do centro, Ieda Blanco, nega. "Só falamos que, se a imprensa perguntasse, eles deveriam dizer que as coisas serão resolvidas na sindicância. Mas quem quiser falar pode."(Folha de S. Paulo - 27/02/03).
Jornal da Unicamp 180 - Página 12 - 10 a 21 de julho de 2002
Morreu Maria
A pesquisadora Sheila dos Santos mostra como estudantes que convivem com a violência criam linguagem particular para se protegerem Luiz Sugimoto

Na sala de aula, a aluna conta para a professora que o lobisomem "forte, grande e peludo" queria pegar a mulher e a menina. Do meio da sala, um menino busca o olhar da colega e põe a palma da mão direita no peito, deslocando um pouco o corpo para trás; com o polegar da mesma mão, aponta para trás do ombro. É um sinal: "morreu Maria'. Ou traduzindo melhor: "acabou o assunto". Neste episódio, o menino tenta proteger a menina, pensando que ela está denunciando à professora três colegas que cobram um "pedágio" - balas, figurinhas, chicletes e mesmo dinheiro - para permitir que as crianças entrem ou saiam da sala. Um desses colegas tem um apelido que lembra o lobisomem, personagem criado pelo imaginário social. Na verdade, a garota estava narrando a violência de que é vítima no meio familiar.

Durante três anos (de 1996 a 1998), no canto da sala, estava a pesquisadora Sheila Daniela Medeiros dos Santos, observando o comportamento das crianças de uma escola do ensino fundamental na periferia de Campinas. A escola fica entre duas favelas e, desnecessário dizer, sob clima de cotidiana violência. A proposta inicial da dissertação de mestrado de Sheila, pela Faculdade de Educação (FE) da Unicamp, seguiria preceitos pedagógicos clássicos para avaliar a não-participação de alunos nas atividades escolares: falta de motivação, bloqueios psicológicos, problemas neurológicos, pressão de um universo cultural estranho sobre quem vivencia a miséria.

Mas, "num dia de outono, no mesmo instante em que o sinal de saída tocou estridente", como ela recorda, o enfoque do seu trabalhou mudou. Ao ver, através da janela da classe, algumas crianças caminhando cabisbaixas em direção ao portão, enquanto outras saíam alvoroçadas ciscando pela direita e esquerda, a cena corriqueira lhe pareceu inédita. Olhando nos olhos das crianças cabisbaixas, ela mudaria seu próprio olhar de pedagoga, para perceber os traços e os contornos acústicos de uma realidade dramática revelada por meio de uma linguagem – oral, escrita, gestual - que nós, deste lado do mundo, ignoramos. A dissertação de Sheila virou livro: "Sinais dos Tempos - Marcas da violência na escola", que foi lançado em 25 de junho pela Editora Autores Associados, com apoio da Fapesp.

"Quando me lancei na aventura de observar e vivenciar o cotidiano de uma escola pública, pude perceber que a maioria das crianças das salas de aula não se envolvia com as atividades escolares. Algumas ficavam desenhando ou enviando bilhetinhos para os colegas, outras cantavam em voz alta e outras silenciavam por longo tempo", lembra a pedagoga. Em contrapartida, as mesmas crianças que silenciavam, em determinados momentos envolviam-se com a leitura e a escrita, participando da aula, fazendo comentários e levantando questões. "Mas esse envolvimento sempre se dava fora do contexto em que as atividades estavam sendo propostas pela professora e sempre se relacionavam aos assuntos mais estranhos e ininteligíveis".

Aventura - De professores e da administração da escola, Sheila ouviria as explicações pedagógicas clássicas: imaturidade biológica/cognitiva, problemas emocionais/neurológicos, processo de escolarização excludente, falta de motivação. Dos pais, atitudes punitivas - surras - ou de premiação - promessas de piscina e presentes - para que as crianças cumprissem seus deveres. Mas foi na declaração de uma das mães que nenhuma providência tomaram, que a pesquisadora encontrou o foco para sua pesquisa: "Não é burrice nem preguiça, o problema dela é ver gente morrendo", disse a mãe de Edi.
Mergulhando no bairro em que viviam os alunos, Daniela descobriria um dia-a-dia de atropelamentos, crimes, bares com bebidas alcoólicas e sinucas, vídeolocadoras onde só se alugam filmes de violência, vizinhos que desconfiam de vizinhos, gangues em conflito que recrutam os próprios estudantes e depredam e roubam a própria escola. A pedagoga ainda precisou de muita precaução e persistência para que essas crianças abrissem seus corações e traduzissem seus códigos, propiciando depoimentos, cartas e outras manifestações que se revelaram como um pedido de socorro e ajudaram a completar as mais de 200 páginas do livro que leva a uma revisão da metodologia dos estudos sobre violência até agora praticados.

Prudência – Sheila Daniela desenvolve atualmente sua tese de doutoramento em ciências sociais, mas decidiu mudar a linha de sua pesquisa. Optou pela prudência, ao menos momentaneamente, em respeito a novos sinais enviados pelas crianças. Quando do início das entrevistas para a dissertação de mestrado, ela recebeu o desenho de um coração com a palavra "entre" - um convite de Rô para que penetrasse em sua vida. No final dos trabalhos, recebeu outro coração, mas desta vez com uma faca encravada, sangrando – era Ive prevenindo a pesquisadora de que ela fora incluída na lista das gangues.
FRASES
"Para compreender a vida, basta ficar em silêncio e ouvir a voz do coração. Há sempre uma boa lição!" (Rô)

"Há muitas coisas que estão presas na garganta e que não podem ser ditas". (Alê)

"Mesmo que a boca estiver calada, resta o peito para sentir e fora a boca e peito resta a cabeça para pensar". (Eli)"Eu vim pra escola pra aprende a lê e a escrevê. Sabe por que, tia? Porque as gangue que mata os moleque tem uma lista dos nome que eles vão matá e se um dia eu vê a lista, eu vô podê avisa os conhecido pá fugi". (Edi)

Perguntas frequentes sobre contratação e/ou prestação de serviços terceirizados

01 - A Lei diz que na modalidade Convite é necessário que haja três propostas "qualificadas", segundo o entendimento do próprio TCU. Verificando o conceito da habilitação, afirma-se que significa "qualificação". Conclui-se, então, que se tivermos 3 empresas qualificadas (habilitadas) para a fase de abertura das propostas e uma ou duas delas forem desclassificadas, a Comissão pode dar continuidade ao procedimento, pois já existiam 3 empresas qualificadas antes da desclassificação.
Resposta: A recomendação do TCU é a seguinte: ”Na hipótese de não ser atingido o número mínimo legal de três propostas válidas quando da realização de licitação na modalidade convite, deve ser justificada expressamente, nos termos do art. 22, § 7º, da Lei nº 8.666/93, as circunstâncias impeditivas da obtenção do número de três licitantes devidamente qualificados, sob pena de repetição do certame com a convocação de outros possíveis interessados” – Acórdão 1.089/2003 Plenário.

02 - Qual o critério utilizado para definição de uma obra, serviço ou compra de grande vulto? Seria possível adotar o valor previsto no art. 39 da Lei 8.666/93? Ou existe outro critério?
Resposta: Para saber quando é uma obra, compra ou serviço de grande vulto, deve-se analisar a definição apresentada no art. 6º, inciso V, que diz: “Art.6º Para fins desta Lei, considera-se: V – Obras, serviços e compras de grande vulto – aquelas cujo valor estimado seja superior a 25 (vinte e cinco) vezes o limite estabelecido na alínea “c” do inciso I do art. 23 desta Lei.”

03 - É possível prorrogar o prazo de entrega dos envelopes?
Resposta: O prazo para a entrega dos envelopes é passível de prorrogação sempre que houver um fato superveniente de interesse da Administração Pública, devida e juridicamente justificável. No entanto, a prorrogação caracteriza alteração do edital, exigindo-se, portanto, o retorno do prazo do instrumento convocatório para o início.
No caso de impugnação do edital, convém esclarecer que essa impugnação não tem efeito de recurso (art. 41, § 2º), logo, não tem efeito suspensivo. Isso significa dizer que no caso de um participante na licitação impugnar os termos do edital, ele apenas se preveniu para discutir a validade dos termos do edital no período da habilitação ou de classificação, em questões de seu interesse que poderia inabilitá-lo ou desclassificá-lo, sem possibilidade de discussão.

04 - É possível, na falência do contratado, o TCU ou Tribunais de Contas dos Estados realizarem a Tomada de Contas Especial - TCE dos dirigentes das empresas contratadas e falidas já que utilizaram dinheiro público? Poderia haver uma responsabilização nesse sentido?
Resposta: A falência de uma empresa é fato jurídico que pode acontecer com qualquer entidade privada, sem que esse fato caracterize, necessariamente, ilicitude. Dessa forma, dentro do questionamento suscitado, torna-se necessário que a Administração pública, através do gestor, se inteire dos fatos que levaram tal empresa à falência, bem como se esse fato teve efeitos em possível contrato vigente. O TCU recomenda: “Conforme estabelece o art. 1º da Instrução Normativa TCU 13/96 c/c o art. 8º da Lei 8.443/92 (lei Orgânica do TCU), são determinantes para a instauração de TCE a ocorrência de pelo menos um dos seguintes fatos:
a) omissão no dever de prestar contas;
b) não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União, mediante convênio, acordo, ajuste ou instrumento congênere;
c) ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiro, bens ou valores públicos; e
d) prática de ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano aos cofres públicos.”
05 - Quando no decorrer da obra ou prestação de serviço licitado a empresa falir, ela terá alguma punição em termos financeiro ou simplesmente adjudicará a empresa que ficou em segundo lugar? Como pode acontecer tal fator se a comissão de licitação verificou balanços e balancetes da empresa e a julgou habilitada pra prosseguir no processo licitatório?
Resposta: A falência de uma empresa não significa que ela tenha sido negligente ou irresponsável na condução de seus objetivos. Uma empresa pode falir não obstante o esforço de seus dirigentes em tentar impedir tal desatino. O que interessa à Administração Pública é saber se a decretação de falência trouxe efeitos prejudiciais aos seus interesses. Em caso positivo, a Administração possui instrumentos jurídicos para resgatar possíveis prejuízos.
Quanto a quem irá substituir uma contratada que no curso do contrato veio a falir, basta aplicar o dispositivo contido no inciso XI, art. 24, da Lei nº 8.666/93, haja vista ter ocorrido também uma rescisão feita pela Administração.
06 - No módulo 10, é informado que a garantia é limitada a 1% do valor estimado do objeto de contratação. Porém, no §2º do art. 56 da 8666, a garantia não excederá 5%. Qual dos dois percentuais deverá ser considerado para a garantia?
Resposta: Há duas formas diferentes de garantia: a primeira encontra-se no art. 31, inciso III, que diz que a garantia para fins de habilitação econômico-financeira limita-se a 1% (um por cento) do valor estimado do objeto da contratação; a segunda forma de garantia encontra-se no art. 56, e parágrafos, a ser exigida do licitante vencedor no ato da celebração do contrato. Essa garantia contratual não pode exceder a 5% (cinco por cento) do valor do contrato.
Logo, a garantia de até 1% pode ser exigida no período da habilitação dos interessados e a garantia de até 5% pode ser exigida do licitante vencedor.

07 - No módulo 7, temos: "O Edital é um verdadeiro contrato inicial entre a Administração e os participantes da licitação e, em hipótese alguma, suas regras podem ser mudadas."
O parágrafo 4 do art. 21 da Lei 8.666/93 define: "Qualquer modificação no edital exige divulgação pela mesma forma que se deu o texto original, reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido, exceto quando, inquestionavelmente, a alteração não afetar a formulação das propostas”.
A Decisão 444/2001(TCU/Plenário) determina: "Deve ser promovida a reabertura dos prazos inicialmente previstos, nos casos de alterações no edital, conforme disposto no parágrafo 4o do art. 21 da Lei 8.666, 1993, com a expressa justificativa quando o caso requerer."
Solicito o obséquio de maiores esclarecimentos a respeito do assunto, pois, salvo melhor juízo, acho que existe equívoco na documentação.Poderia haver uma responsabilização nesse sentido?
Resposta: O Edital de Licitação é um verdadeiro contrato inicial entre a Administração Pública e os participantes da licitação. No dizer de Hely Lopes Meirelles, “nada se pode alterar, nem aquém nem além, porque é a lei interna das concorrências e das tomadas de preços. ”Quando falamos da inalterabilidade do edital, referimo-nos a um documento pronto e acabado que vai servir de regra entre as partes licitantes (Administração e participantes). No entanto, algumas vezes o edital é levado à publicação com vícios, com regras incorretas ou mesmo com seu objeto passível de correção. É nessa circunstância que o edital é passível de alteração. Daí, a necessidade de atenção apurada quando da elaboração do edital, para se evitar tais inconvenientes.
Essas alterações, em tese, podem ser feitas antes do prazo de recebimento e abertura dos envelopes de documentação e propostas. Feita a alteração, a Lei exige o restabelecimento dos prazos, a contar do início, exceto quando a alteração pretendida não afete, inquestionavelmente, a formulação das propostas.

08 - No caso de uma Empresa não prestar seu serviço da forma negociada na carta-convite como podemos proceder para penalizá-la (Onde encontramos modelos, e onde encontramos amparos...)?
Resposta: Toda vez que uma contratada não honra o que ficou estabelecido, seja no contrato, seja com relação às exigências contidas no edital ou carta-convite, é passível de sanção, nos termos do art. 78, inciso I, da Lei 8.666/93. Dependendo da gravidade da situação, além da rescisão contratual, podem ser aplicadas, concomitantemente, as penas contidas no art. 87.

09 - O artigo 48 da Lei 8.666/93 estabelece uma porcentagem para preço inexeqüível para obras e serviço de engenharia. Existe amparo para preços abaixo do mercado, qual seria essa porcentagem e como seria, dentro do certame licitatório, a comprovação dessa incompatibilidade?
Resposta: A regra de menor preço inexeqüível é muito simples e está disciplina no § 1º do art. 48, nos seguintes termos: Nas licitações de menor preço para obras e serviços de engenharia, consideram-se inexeqüíveis as propostas cujos valores forem inferiores a 70% do menor dos seguintes valores:
a)média aritmética dos valores das propostas superiores a 50% do valor orçado pela Administração, ou
b)valor orçado pela Administração.

10 - As modalidades de licitação são escolhidas a critério da autoridade competente?
Resposta: A autoridade competente não escolhe as modalidades de licitação. Estas são efetivadas em conformidade com o que disciplina a Lei 8.666/93, art. 23, incisos I e II.

11 - Determinada empresa participa de uma licitação para fornecimento de bens (compras), que tem como dona uma senhora. Na fase de habilitação, constata-se que um membro da comissão de licitação é casado com a dona da referida empresa. O marido não tem participação societária ou qualquer vínculo trabalhista na dita empresa e nem conta bancária conjunta com a esposa.A condição de esposo e, por conseguinte, haver relação econômica entre o casal (regime de comunhão total ou parcial de bens), é fato impeditivo para que essa empresa não participe da licitação? Esta cláusula deve ser incluída no edital? Ela faz pode fazer parte das condições de habilitação?
Resposta: O fato de um servidor público ser casado com uma empresária, não impede que sua empresa participe de uma licitação no órgão em que este servidor está lotado. A Lei impede a participação direta ou indireta do autor do projeto básico ou executivo, ou ainda, a participação, mesmo que indireta, de pessoas que tenham qualquer vínculo de natureza técnica, comercial, econômica, financeira ou trabalhista com a Administração Pública, estendendo tal dispositivo à Comissão de Licitação. No entanto, a Lei não menciona vínculo.

12 - Uma empresa que pretende participar de licitação e informa determinado endereço como sendo de sua instalação física, pode ser impedida de participar do certame licitatório em função de não estar instalada fisicamente no local onde informou como endereço de funcionamento?
Resposta: Qualquer informação que contenha erro voluntário deverá ser apreciada, investigada e, se tal fato criou circunstâncias danosas ao direito, deve ser apenada e, de imediato, impedi-la de participar na licitação: e se já estiver participando, inabilita-la, sob argumento levantado.

13 - Se um dos licitantes não renunciar do direito de interpelar recurso, deve ser feita uma ata na ocasião da habilitação e outra na abertura das propostas?
Resposta: O art. 43, § 1º é claro quando diz que tanto a abertura dos envelopes, contendo a documentação como as propostas, se lavrará ata circunstanciada, assinada pelos licitantes presentes e pela Comissão. No caso mencionado, como houve recurso, logo haverá suspensão do procedimento, o qual prosseguirá depois de resolvido o problema do recurso. Nesse sentido, a Comissão de Licitação tanto pode optar por fazer atas específicas como fazer uma só ao final da abertura das propostas.

14 - Pode-se ter como objeto a aquisição de cartucho original do fabricante, a fim de evitar cartuchos de baixa qualidade que são geralmente entregues, qual o amparo legal para isso?
Resposta: O TCU recomenda que todos os produtos liberados pelo INMETRO são passíveis de participação em licitação. A possibilidade de não se aceitar na licitação um determinado produto decorre de inquestionável manifestação técnica por escrito de profissional competente afirmando que determinado produto não possui as qualificações compatíveis com o que a Administração Pública deseja.

15 - Os empenhos emitidos são de acesso público ou somente do licitante e da administração?
Resposta: Todos os atos da Administração são públicos, portanto, acessíveis ao público, independentemente de ser interessado direto ou não. A exceção fica por conta de documentos qualificados como de uso restrito, confidencial, secreto ou ultra-secreto, de uso em Administrações específicas, tais como a Presidência da República, o Ministério da Defesa, etc.

16 - Um dos incisos que amparam a dispensa é o II, que estipula o valor máximo de 8000,00. Esse valor é durante o ano, mas como fica se eu recebesse 1.000,00 e fizesse dispensa, depois chegasse mais 6.000 e eu fizesse convite e, por último, chegasse mais 1.500,00 - Esse valor poderia ser feito na dispensa? O valor limite pra dispensa é a soma das dispensas ou o valor total gasto com aquela finalidade?
Essa mesma idéia de limite se aplicaria as outras modalidades, TP, convite, etc...
Resposta: A dispensa de licitação mencionada está contida no inciso II do art. 24, da Lei 8.666/93. No dispositivo legal não se cogita o período e sim que o bem adquirido ou o serviço executado não se caracterizem como parcelas do que poderia ser adquirido de uma vez só. Dessa forma, ao usar o dispositivo, a Administração Pública deve ter a cautela de evitar o mesmo procedimento, sob pena de estar promovendo o parcelamento do bem, respondendo, portanto, por responsabilidade.